Rio - O clima é quente antes do debate dos candidatos ao governo do Rio, no Teatro Casa Grande, no Leblon. À medida que candidatos vão chegando, cabos eleitorais rivais entoam gritos de guerra. Mais cedo, houve conflito entre cerca de 40 militantes do PT, de Lindberg Farias, e 40 do PR, de Garotinho. Quando chegou, o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) , foi vaiado por ambos os grupos.
O governador disse "estar tranquilo" e chegou sem seu antecessor Sergio Cabral. "Ele está descansando, e vai observar o debate. Ele já prestou grandes serviços ao estado, agora é minha hora", justificou.
Quando Garotinho chegou, logo foi cercado pela militância de seu partido, mas não escapou de ouvir gritos de militantes rivais. "Ano, ano, ano, Garotinho é miliciano", cantaram os partidários do PT. "Nesta noite, o povo poderá olhar no olho de cada um e ver quem está capacitado a tirar o Rio de uma crise financeira grave que estamos vivendo", declarou o candidato.
Último a chegar, Lindberg Farias foi calorosamente recebido pelos petistas, mas não escapou de ouvir provocações dos membros do PR. "Aha, uhu, afundou Nova Iguaçu", cantaram os cabos eleitorais, em referência aos anos em que o petista esteve na prefeitura da cidade da Baixada Fluminense. Ele não falou com a imprensa.
GALERIA: Primeiro debate com candidatos ao governo do Rio
Já Marcelo Crivella (PRB), foi o único a chegar sem ser saudado pela militância de seu partido, e aproveitou para criticar os adversários. "A minha militância está em casa. Essa militância aqui é contratada. O povo vai valorizar as propostas, eles conhecem nossa vida inteira", declarou o senador.
Tarcísio Motta (Psol) chegou acompanhado do deputado estadual Marcelo Freixo, e do deputado federal Chico Alencar. Confiante, disse que irá mostrar que sua candidatura é "a única alternativa aos quatro Cabrais". "O Psol não se vende e não se rende. Essa é a cara da nossa candidatura".