Garotinho já fala em vencer as eleições no primeiro turno

Candidato do PR levou a presidenta Dilma para almoçar por R$ 1 em Bangu

Por thiago.antunes

Rio - O candidato ao governo do estado pelo PR, Anthony Garotinho, disse ontem durante o almoço com a presidenta Dilma Rousseff no restaurante popular de Bangu que, pelas suas estimativas, vai vencer a eleição no primeiro turno. “Na minha pesquisa tenho 32%. No Ibope, 28%. Na minha estimativa, vamos ter 70% de votos válidos. E só preciso de 35% para vencer no 1º turno”, afirmou o candidato.

Garotinho fez a declaração comentando a pesquisa do Ibope divulgada anteontem, que dava o candidato se distanciando na liderança da disputa pelo Palácio Guanabara. Segundo a sondagem do Ibope, Garotinho subiu sete pontos em relação à pesquisa anterior e aparece com 28% das intenções de votos. Em segundo lugar, aparece Luiz Fernando Pezão (PMDB), com 18%, empatado com Marcelo Crivella (PRB), com 16%.

Acompanhada de Garotinho%2C a presidenta Dilma almoçou ontem num restaurante popular%2C em Bangu%2C onde comeu sobrecoxa de frango%2C arroz%2C feijão e abóboraDivulgação

Animado com os resultados das pesquisas, Garotinho procurou justificar a redução do índice de rejeição à sua candidatura que, de acordo com o Ibope, ainda é muita alta (35%), embora tenha caído nove pontos em relação à pesquisa anterior. “Só aparecia a imprensa falando mal de mim, a Globo me batendo. Agora o povo está sabendo do Garotinho pela TV. Quanto mais eu aparecer, mais vai diminuir minha rejeição. Eu deixei o governo com 80% de aprovação”, afirmou.

O candidato do PR aproveitou para ironizar o movimento do PMDB que apoia o candidato Aécio Neves, do PSDB.“Cadê aquele pessoal do Aezão? Onde anda o Picciani? Deu uma ventania em Saquarema e caíram as placas do Paulo Melo com Aécio, outra em Jacarepaguá e caíram as placas do Brazão e Eduardo Cunha com Aécio”, disse Garotinho, acrescentando que esses candidatos voltaram a apoiar Dilma.

Dilma boa de garfo

O encontro com Garotinho foi o primeiro ato de campanha na rua da presidenta Dilma Rousseff no Rio, no Restaurante Popular Getúlio Vargas, em Bangu. A participação de Dilma durou pouco mais de meia hora, mas foi animada. No restaurante popular criado pelo ex-governador, em Bangu, ela viu de perto a popularidade do aliado na Zona Oeste, tirou fotos com funcionários e não fez feio na hora de montar o prato.

A presidenta se serviu de arroz, feijão, salada, sobrecoxa de frango, abóbora e guaraná natural. Comeu quase tudo, elogiou o tempero, a variedade e o nome do restaurante, batizado de Getúlio Vargas por Garotinho.

“O Rio foi palco do episódio mais dramático da política brasileira, o suicídio de Getúlio Vargas. E tem uma área lacerdista, onde tudo que se pareça com povo, trabalhismo, Brizola e Jango, é rejeitado, que é a Zona Sul. E há a Zona Oeste, a Baixada, que é getulista, trabalhista, que o que se pareça com o povo, ela acolhe”, disse Garotinho. Tanto ele quanto Dilma foram do PDT de Brizola.

O almoço de Dilma foi pago pela ex-governadora Rosinha, mulher do candidato e atual prefeita de Campos. “Assim que a Dilma chegou, minha mãe pegou uma moeda de R$ 1 e disse: “presidenta, pode deixar que eu pago seu almoço”, brincou Clarissa Garotinho, que acompanhou a comitiva. De acordo com o ex-governador, Dilma ficou bem impressionada com o projeto dos restaurantes populares e teria admitido incluí-lo em seu programa de governo caso seja reeleita.

Aécio reage ao avanço da rival

O candidato Aécio Neves reagiu, ontem, ao crescimento da candidatura de Marina Silva, que tomou-lhe o segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto. O senador tucano insinuou que a candidata do PSB não tem experiência suficiente para comandar o país.

“O Brasil não é para amadores. A complexidade dos problemas que temos pela frente demanda experiência e quadros” disse Aécio, num encontro com cabos eleitorais, em São Paulo. O candidato, em seguida, voltou suas forças contra a presidenta Dilma Rousseff, mas tendo Marina em mente. “O Brasil paga um preço caro pela inexperiência daqueles que governam o Brasil e não vai correr novos riscos.”

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