Porto Alegre - Conhecido por seu trabalho à frente da prefeitura de Caxias do Sul, José Ivo Sartori (PMDB) surpreendeu na reta final da eleição, no Rio Grande do Sul. Ele terminou o primeiro turno à frente do candidato à reeleição, Tarso Genro (PT), com 40,66% contra 32.37% do petista, apuradas 94% das urnas. A candidata do PP, Ana Amélia, que liderou pesquisas de intenções de votos até as últimas semanas, sequer conseguiu vaga no segundo turno, acumulando 21,67% dos votos.
Sartori surgiu como azarão e beneficiou-se das acusações a Ana Amélia, atacada por ter tido um cargo comissionado no Senado no gabinete de seu ex-marido, já falecido, enquanto acumulava o cargo de diretora de sucursal de uma grande empresa de comunicação.
Depois de votar no centro de Caxias, para onde foi de avião após acompanhar em Porto Alegre o voto do candidato a vice de Marina Silva, Beto Albuquerque (PSB), Sartori fez o sinal de positivo e comentou sua expectativa que se confirmou.
“Desde o começo, a minha caminhada sempre foi em cima de uma postura de respeito às diferenças. Sempre tive como referência que não iria concorrer se não tivesse a possibilidade de chegar ao segundo turno”, disse o candidato, que tem uma imagem de bom gestor.
O governador Tarso Genro, ex-ministro da Educação no governo Lula, disputa pela terceira vez o cargo no Palácio Piratini — na primeira vez, perdeu. Ele cresceu na reta final da campanha junto com as intenções de voto da presidenta Dilma. Se vencer, será a primeira vez na história que o estado vai reeleger um governador. Sartori estreia na disputa ao cargo. Para o Senado, foi eleito Lasier Martins (PDT).