Alejandro Domínguez é o presidente da ConmebolAFP
A iniciativa, que prevê sanções como suspensão de contas, restrições de acesso a estádios e denúncias às autoridades competentes, será aplicada a partir desta semana nas oitavas de final da Copa Libertadores e da Copa Sul-Americana.
"Na Conmebol, temos um compromisso firme e inegociável com o respeito", expressou o presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, citado no comunicado.
"O racismo, a discriminação e qualquer forma de violência não têm lugar nem nos campos nem nas redes. Vamos trabalhar para proteger nossos protagonistas dentro e fora de campo", prometeu.
"A Signify trabalhou junto a organizações como FIFA, World Rugby, Women's Tennis Association (WTA) e a Federação Internacional de Ski, oferecendo sua plataforma Threat Matrix, que permite identificar ameaças em tempo real, dissuadir comportamentos abusivos e tomar ações concretas contra os responsáveis", destaca o comunicado.
O sistema estará ativo em múltiplas plataformas digitais nos dias de jogo. A detecção usa inteligência artificial e análise humana para buscar publicações com linguagem racista, ameaçadora ou discriminatória.
Também serão fornecidas provas para solicitar sanções às plataformas digitais, como a suspensão de contas ou a eliminação permanente do conteúdo mais prejudicial.
Os esforços da Conmebol contra a discriminação e a violência no futebol não são novos.
Em março deste ano, a organização criou um grupo de trabalho sobre o tema liderado pelo ex-astro brasileiro Ronaldo.
E desde 2022 mantém o slogan "BASTA! – Chega de racismo no futebol", sob o qual endureceu as sanções a clubes ou associações responsáveis cujos torcedores cometam atos de discriminação em suas competições.

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