Entrevista coletiva de Gabriel MartinelliRafael Ribeiro/CBF

Rio - Na entrevista coletiva deste domingo (7) Gabriel Martinelli projetou o jogo da seleção brasileira contra a Bolívia em El Alto, a pouco mais de 4 mil metros de altitude. O atacante admitiu que é um ponto que atrapalha, mas ressaltou que está preparado. A partida acontecerá na terça-feira (9), a partir das 20h30 (de Brasília).
"Só não vejo a hora de chegar o jogo. Estou preparado. Nosso foco é estar o melhor possível para o jogo, chegar lá e ganhar a partida da melhor maneira possível, jogando nosso futebol. Com certeza é um ponto que atrapalha, mas estamos focados no jogo. Treinar o nosso melhor nesses últimos dias para chegar lá da melhor maneira possível e ganhar o jogo da melhor maneira possível".
Nesta segunda (8), delegação do Brasil viaja a Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, onde passará a noite. De acordo com a programação da CBF, o grupo só chegará à cidade de El Alto três horas antes do jogo com a Bolívia.
"Como falei, a gente não se preocupa tanto com isso. Claro que atrapalha um pouco, mas a gente tenta focar mais na gente, no nosso time, em como vamos jogar. Sabemos da qualidade que temos. Se fizermos o trabalho bem vai, com certeza vamos sair com a vitória".
O atacante do Arsenal também falou sobre os desafios em um novo ciclo na seleção brasileira. A partida contra a Bolívia será apenas o quatro jogo de Ancelotti à frente da Amarelinha.
"Quando troca de treinador, você precisa provar mais uma vez, continuar fazendo o seu melhor no clube. É isso que tentei fazer desde o princípio com Tite, Diniz, Dorival e agora Ancelotti. Se euestiver bem no meu clube, vou ter grandes chances de vir para a Seleção. Fico muito feliz, é como se fosse a primeira vez estar na Seleção".

Veja mais declarações de Martinelli

Gabriel Martinelli é atacante da seleção brasileira - Rafael Ribeiro/CBF
Gabriel Martinelli é atacante da seleção brasileiraRafael Ribeiro/CBF
 
ANSIEDADE UM ANO ANTES DA COPA
"Ao mesmo tempo que parece que falta pouco, falta bastante para a gente porque são tantos jogos que temos na temporada e o que pode acontecer em cada jogo. Então, a gente tem mesmo esse receio de acontecer alguma coisa, mas é nosso trabalho. A gente tem que tentar e fazer nosso melhor para quando estiver chegando perto da Copa estar na lista".
TITULARIDADE CONTRA O CHILE
"Fico muito feliz, venho tentando fazer o melhor no meu clube para ter oportunidade na Seleção. Temos muitos jogadores de qualidade, mas estou aqui, sou mais um que quer ajudar, que quer estar em campo ajudando a Seleção e vestindo a camisa também".
O QUE PODE OFERECER A MAIS EM RELAÇÃO À COPA DE 2022?
"Com certeza estou mais experiente, mais tempo de Europa, com mais jogos na Premier League e na Champions. Essa experiência faz muita diferença no futebol. Sou jovem ainda, mas tenho bastantes jogos pelo Arsenal, pela Seleção também venho tendo. Essa experiência é um ponto que friso bastante, que estou melhor do que quando fui convocado pela primeira vez, em 2020, e quando estava na Copa de 2022".
"Estou aqui para agregar. Sendo titular é claro que é meu objetivo, mas temos muitos e muitos jogadores com qualidades também. Estou aqui para agregar e, para o que o Ancelotti precisar, vou estar à disposição".
CONCORRÊNCIA NO ARSENAL
"É como aqui. Se você me perguntar se é bom ter o Vini e o Rodrygo na Seleção, com certeza vou falar que é porque vai ajudar o time a ganhar títulos. Se a gente quer ganhar, precisa de jogadores de qualidade. No Arsenal é a mesma coisa. Muito feliz com a chegada do Eze e do Madueke. Trossard também joga na esquerda. A gente fica muito feliz quando tem jogadores de qualidade do nosso lado".