O presidente da CBF, Samir Xaud, em reunião sobre fair play financeiroStaff Images / CBF

Rio - O desenvolvimento de um modelo de fair play financeiro, uma série de regras que vão auxiliar os clubes a quitares as dívidas, tem sido trabalhado desde o início de agosto. Para o economista Cesar Grafietti, um dos consultores contratados pela CBF, a longo prazo, essa iniciativa pode trazer mudanças no futebol nacional.

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"Será que o Vasco vai conseguir se recuperar se não encontrar um novo comprador, um novo dono da SAF que coloque mais dinheiro, que recupere a estrutura de administração do clube? Não sei. Você vê o cenário de Corinthians, São Paulo, o Fluminense tendo que virar SAF. Internacional e Grêmio estão em situações difíceis. Todos eles vão ter de repensar seus modelos de negócio da gestão para garantir a sustentabilidade virando SAF ou não. Então, eu temo que, se nós não fizermos nada, os clubes, isoladamente ou por vontade própria, não vão fazer", declarou Grafietti em entrevista ao site 'ge'.

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Um dos destaques do economista foi a probabilidade do endividamento crescente do futebol brasileiro. Além disso, afirmou que no começo, alguns clubes devem ter dificuldades devido aos cortes de gastos, que vai diminuir o poder de contratar grandes nomes com altos salários. Um teto de gastos igual para todos foi descartado pelo profissional.

A previsão de entrega do modelo de fair play financeiro é em novembro deste ano. Até o momento, as regras e as punições não estão decididas. O esperado é que comece a entrar em vigor a partir de 2026, com um tempo para os times se adaptarem.