Samir Xaud, atual presidente da CBFStaff Images / CBF

Rio - A CBF apresentou nesta terça-feira (11), em reunião realizada na sede da entidade, o novo plano de fair play financeiro para o futebol brasileiro, que começará a valer em janeiro de 2026. O foco é garantir um maior equilíbrio nas contas dos clubes e evitar gastos muito altos. A implementação será aos poucos, com todas as regras valendo integralmente em 2029.

De acordo com as normas, os times precisarão limitar gastos com salários e pagamento de jogadores até 70% da receita. O endividamento de curto prazo - dinheiro que o clube deve e precisa pagar em no máximo um ano - não poderá passar de 45% da receita total.

Também haverá um prazo para que as dívidas sejam quitadas. As novas obrigações com credores relevantes precisam ser fechadas até janeiro de 2026, enquanto as mais antigas terão um prazo maior, até novembro.

O período entre 2026 e 2027 servirá como uma adaptação às regras. A partir de 2028, os clubes terão que comprovar que gastam dentro daquilo que ganham.

E em caso de recuperação judicial?

Os clubes que estiverem em recuperação judicial precisarão cumprir regras específicas, voltadas à estabilidade financeira. Assim, será obrigatório limitar a folha salarial e manter equilíbrio nas janelas de transferências. Só será possível contratar se o valor gasto for igual ou menor ao recebido com vendas.

Possíveis punições

Caso o fair play financeiro seja desrespeitado, os clubes deverão apresentar um plano de correção - na primeira infração. Se o problema persistir, as punições variam de advertência pública e multa até retenção de receitas, transfer ban, perda de pontos, rebaixamento, entre outros.

A ideia é realizar uma fiscalização rígida para garantir que o futebol brasileiro se torne mais saudável e competitivo ao longo dos anos.

Próximos passos

Agora, os participantes da reunião poderão enviar sugestões até as 18h (de Brasília) do dia 14 de novembro para a versão final do modelo, que será apresentada no dia 26, no Summit CBF Academy.