Estádio do Manchester United, Old Trafford Paul Ellis / AFP
A enquete, realizada com mais de 8 mil pessoas, dos quais mais da metade assiste a pelo menos 15 jogos por temporada no estádio, mostra a impopularidade do VAR, implementado no futebol desde 2018, apesar da Premier League, entidade que administra o torneio afirmar que a arbitragem de vídeo permitiu aos árbitros de campo tomar decisões mais corretas.
Questionados sobre se são ou não favoráveis à sua utilização, 76% dos entrevistados responderam negativamente, enquanto mais de 70% dizem que o VAR não melhorou as decisões dos árbitros.
A opinião é quase unânime (97%) entre os que consideram que a arbitragem de vídeo afeta a experiência de acompanhar um jogo.
"Os resultados mostram que a maioria dos torcedores quer que o VAR seja eliminado", resumiu Thomas Concannon, membro da FSA.
"As pessoas ficam irritadas com o tempo que se perde, com a precisão e com a [menor] espontaneidade. Isso tira a essência do que o futebol deveria ser e o significado desses momentos especiais", argumentou Concannon.
No entanto, a pesquisa também revelou que 94% dos torcedores não acreditam que o VAR melhora a experiência de assistir aos jogos pela TV.
Sem mudanças imediatas
A possibilidade de mudanças imediatas nas normas parece pouco provável. Em 2024, 19 dos 20 clubes do Campeonato Inglês decidiram manter o VAR, com o único voto dissidente vindo do Wolverhampton, que havia proposto a votação.
Para que a arbitragem de vídeo seja abolida na Inglaterra, é preciso haver o apoio de pelo menos 14 dos 20 clubes da principal liga do país.
Além disso, a partir da próxima Copa do Mundo, o uso do VAR será expandido, para incluir a tomada de decisões referentes a escanteios e segundos cartões amarelos.
Até agora, os árbitros da cabine do VAR só podiam intervir em lances de gol, decisões relativas a possíveis pênaltis, cartões vermelhos diretos e casos de erro de identidade de um jogador.

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