Em 2026, o Bangu retornou à elite do Carioca após conquistar o acesso pela Série A2Thallys F Santos / Bangu

Rio - O Bangu Atlético Clube, um dos mais antigos e tradicionais do Brasil, foi eleito pela revista espanhola "Panenka" um dos dez maiores clubes de bairro do planeta.

Fundado em 17 de janeiro de 1904 por operários da Companhia Progresso Industrial do Brasil, o Bangu carrega um legado histórico único no futebol: foi o primeiro clube do país a escalar um jogador negro em partida oficial, numa época em que o Brasil ainda nem debatia a inclusão racial. Vice-campeão Brasileiro em 1985, o clube da Zona Oeste é símbolo de resistência, identidade e pertencimento.

Em 2026, o Bangu retornou à elite do Campeonato Carioca após conquistar o acesso pela Série A2. Atualmente busca uma expansão institucional, que inclui o fortalecimento do futebol de base, o lançamento do futebol feminino, projetos de inclusão social como a recém-inaugurada Sala dos Autistas, além da meta de disputar a Série C do Campeonato Brasileiro.

“Esse reconhecimento da 'Panenka' não nos surpreende — surpreende quem ainda não conhece a história do Bangu. Somos um clube que sempre foi maior do que o futebol. Representamos uma comunidade inteira, carregamos 122 anos de história e estamos vivendo uma fase de transformação profunda e consistente. O mundo enxergou o que sempre esteve aqui. Agora é hora de mostrar o que ainda está por vir”, afirma Luciana Lopes, dirigente do Bangu.