Oscar Schmidt defendeu o Flamengo entre 1999 e 2002, e foi campeão carioca de basqueteSeverino Silva/Arquivo O Dia

Rio - Ícone do basquete, Oscar Schmidt morreu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos. Um dos maiores ídolos do esporte brasileiro, o Mão Santa deixou um legado com muitos momentos históricos e recordes. Símbolo de uma geração e responsável por colocar o Brasil no mapa internacional, ele também teve uma relação especial com o Flamengo, onde trabalhou com o técnico Miguel Ângelo da Luz. Em entrevista ao DIA, o treinador relembrou a parceria e exaltou a sua importância para o basquete.
"Falar de Oscar Schmidt é falar de um dos maiores nomes da história do nosso esporte. Independentemente de qualquer notícia ou momento, o que nunca muda é o tamanho do seu legado. Oscar não foi apenas um cestinha implacável, foi símbolo de paixão, entrega e amor pelo basquete. Inspirou gerações, colocou o Brasil no mapa do basquete mundial e mostrou que talento, aliado à coragem, pode romper qualquer barreira", disse Miguel Ângelo da Luz.
Campeão mundial com a seleção brasileira feminina em 1994, na Austrália, e medalhista de prata nos Jogos Olímpicos de 1996, em Atlanta, Miguel Ângelo da Luz trabalhou com Oscar Schmidt no Flamengo entre 2000 e 2002. Miguel, que foi o último treinador da carreira do Mão Santa, acompanhou de perto toda a sua dedicação e paixão pelo esporte, e guarda com carinho todas as memórias, principalmente o título do Campeonato Carioca de 2002.
"Eu posso afirmar, me desculpem todos os atletas de qualquer modalidade, ninguém treinou mais do que ele. Era incansável. Tive o privilégio de ser seu último treinador. Depois, já como dirigente, quando montou a equipe Rio de Janeiro Telemar, estive ao seu lado como treinador, e juntos conquistamos o Campeonato Carioca e o Campeonato Brasileiro", completou.
Oscar Schmidt foi detentor do recorde de maior pontuador da história do basquete, com 49.703 pontos, até 2024, quando foi superado por LeBron James. Além disso, possui o recorde de mais pontos na história dos Jogos Olímpicos, com 1.093. Ele também é responsável por anotar a maior pontuação de uma partida em Olimpíadas (55 pontos contra a Espanha).
Pela seleção brasileira, o momento mais emblemático foi a conquista do ouro dos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis. Na época, Oscar Schmidt fez 46 pontos, sendo 35 no segundo tempo, liderou o Brasil na vitória de virada por 120 a 115 sobre os Estados Unidos, marcando a primeira derrota dos americanos em casa na história da competição.
Durante a carreira, Oscar Schmidt defendeu clubes como Palmeiras, Sírio, Corinthians e Flamengo, onde ele se aposentou do basquete, em 2003. Ele conquistou títulos como o Campeonato Brasileiro com Alviverde em 1977 e com o Timão em 1996, além do Mundial com o Sírio em 1979 e o Campeonato Carioca com o Rubro-Negro em 1999 e 2002.