John Textor também analisou as chances de perder o comando do BotafogoVítor Silva / Botafogo

Rio - Dono da SAF do Botafogo, John Textor comentou assuntos financeiros do clube após o empate em 1 a 1 com o Corinthians, neste sábado (26), no Nilton Santos. O empresário norte-americano revelou que quer separar o Glorioso da "parte europeia" da Eagle Football, que virou alvo de disputa na Justiça dos Estados Unidos. Além disso, ele falou da relação atual com o Lyon.
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"Vou falar claramente para todos aqui. O Botafogo está gerando uma quantia significativa de dinheiro e está financiando várias operações de perda do Lyon. Várias matérias que você lê na França que dizem que o Lyon pagou pelos títulos do Botafogo são erradas. Ganhamos dinheiro com títulos, vendas de jogadores e porque somos bons no negócio", iniciou o mandatário.

"O Botafogo financia a Europa, e não o contrário. Somos uma organização auditada por empresas do maior calibre, fizemos tudo isso para entrar no IPO, não há debate. Não há problema financeiro. Estamos financiando a Europa. Quero separar o Botafogo da parte europeia (Lyon), mas isso é a com diretoria da Eagle", complementou.

John Textor também analisou a chance de perder o comando do Alvinegro: "Nós somos estáveis. Somos organizados, tivemos nosso melhor ano em 120 anos. Michele (Kang) pode ficar na França e eu no Brasil. Somos uma família. Não estou com medo".

O norte-americano, novamente, reforçou que "quer comprar o Botafogo e tirá-lo da Eagle". E revelou que há conversas em andamento para saber se comprará ou não o clube mais uma vez.
"Eu não pedi por ajuda. Eu quero comprar o Botafogo de volta e tirá-lo da Eagle. Vou continuar sendo o dono da Eagle, mas acho que seria melhor o Botafogo estando separado. Existem parcerias na Europa que são melhores para o clube. Quando você quer vender, os diretores indicam que você se afaste para evitar conflito de interesse. Não é uma discussão, estamos conversando sobre comprar ou não o clube novamente. Quando isso chegou aqui (Brasil), o clube social disse que não queria mudanças e quer estabilidade depois de 35 anos de instabilidade. Fiquei impressionado", contou.

"É uma conversa. É uma negociação amigável. Eu falo com os diretores da Eagle e eu sou o dono da Eagle. É um debate se controlamos nosso clube junto com o Lyon ou separado do Lyon. É uma discussão sobre família. Se eu achar que o clube deve correr separado, a maior parte do conselho da Eagle são pessoas que eu apontei. [...] Já temos muita autonomia no clube. Não sei muito o que mudaria. Teríamos a mesma liderança, não teria muita mudança no estafe. É mais um debate no longo termo do que de imediato", explicou.

Confira outras respostas de John Textor

. Relação com Marinakis: "Eu gosto dele. Há muita conversa sobre nos unirmos porque nosso relacionamento começou no Brasil, ele passou aqui antes de mim. Gostamos de recrutar, negociar e conversar sobre jogadores juntos. Ele é um dono diferente, muito passional. Tenho muita coisa em comum com esse estilo. Continuaremos negociando, trocando e nos divertindo".

"Você não necessariamente precisa se unir com alguém para colaborar. Quando eu digo mais parceiros muito tem a ver com a venda do Crystal Palace. Palace nunca foi o parceiro do Botafogo que eu queria que eles fossem. Você não vê jogadores do Botafogo indo para a Premier League. Se você tem um caminho para a Premier League fica mais fácil para recrutar um jogador para o Brasil, você cria um caminho. Mais importante para o Botafogo sobre o que aconteceu no Lyon foi o que aconteceu no Crystal Palace. Eu vendi minhas ações para criar novos caminhos para os jogadores brasileiros para a Premier League. Isso faria o Botafogo continuar sendo bem sucedido".