Clima quente! Eurico Miranda e Paulo André discutem em simpósio

Episódio ocorreu durante reunião da Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol (Fenapaf)

Por bernardo.argento

São Paulo - O simpósio da Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol (Fenapaf), no estádio do Pacaembu, em São Paulo, teve clima quente nesta segunda-feira. Isso por conta da discussão entre Eurico Miranda, ex-presidente do Vasco, e o zagueiro Paulo André, do Corinthians. Os dois bateram boca após o dirigente ter declarado a divisão de base do clube carioca tinha uma boa estrutura em sua administração.

"Claro que não era alojamento com ar, como alguns gostam. Quem gosta de ar-condicionado é jogador de primeira grandeza. E hoje eles falam que precisam habituar os novos assim, desde cedo", declarou.

Eurico Miranda criticou o zagueiro Paulo AndréMárcio Mercante / Agência O Dia

Paulo André não se intimidou e rebateu as declarações do ex-mandatário vascaíno. O defensor disse que passou pelo Gigante da Colina por três meses em 2002 e teve de conviver com ratos.

"Olha, eu concordo que ar-condicionado seja luxo, talvez não seja necessário. Mas em 2002 eu joguei no Vasco da Gama, durante três meses. Eu morava em São Januário e dormia com ratos deste tamanho e com baratas", criticou.

A resposta do zagueiro do Timão tirou Eurico Miranda do sério. O dirigente desdenhou do jogador e afirmou que ele estava desrespeitando a história centenária do Vasco.

"Sinceramente, eu preferia ter ido embora. O que eu ouvi aqui foi uma ofensa gravíssima a uma instituição centenária, que não produziu Paulo André, não: faço uma relação de Romário e Edmundo, faço uma relação de centenas de jogadores, que não têm nada a ver com Paulo André. Não venha ele aqui sem referência. Eu tenho de administração de futebol o que ele não tem de idade. Ele teve a oportunidade rara, muito rara, que não pode ser para todos, de ir para a divisão de base do Vasco e vem aqui comentar isso. Ele nunca viu rato lá, não. Impossível ter rato lá. Em 2002 era minha época, acho que é porque ele viajou para Europa e lá tem rato e barata, uma coisa que aqui não é normal. O discurso dele é demagógico. Eles não querem saber dos menores, eles só pensam neles. Só querem resolver o problemas lá de cima", finalizou.

Uma assinatura que vale muito

Contribua para mantermos um jornalismo profissional, combatendo às fake news e trazendo informações importantes para você formar a sua opinião. Somente com a sua ajuda poderemos continuar produzindo a maior e melhor cobertura sobre tudo o que acontece no nosso Rio de Janeiro.

Assine O Dia