Futebol e carnaval: duas das grandes paixões que unem o povo brasileiro Reprodução
Fala, Galera! Neste domingo, não poderia deixar de falar das duas grandes paixões que unem o povo brasileiro, em particular o carioca: futebol e carnaval!
Eu nem preciso dizer o quanto me amarro nos dois. Carnaval e futebol se transformaram em verdadeiras manifestações populares da nossa gente. Assim como eu, nascem e vêm da periferia, gerando sentimento e identidade para toda a galera das comunidades. Criam a vontade de pertencer a uma escola ou a um time, e deles fazer parte.
Quem já ouviu as minhas resenhas sabe que eu sempre dava um jeitinho, mesmo quando jogava na Europa, para curtir o Carnaval. A folia renovava minhas energias. Voltava voando depois. Os meus treinadores na época acabavam entendendo que eu precisava daquilo para render nos jogos seguintes.
No Rio, todo mundo tem um time e uma escola de samba do coração. E algumas escolas já fizeram enredos, inclusive, homenageando os nossos times. Lembro da Estácio de Sá, em 1995, fazendo uma bela apresentação sobre o centenário do Flamengo. Foi f…! Em 98, foi a vez da Unidos da Tijuca falar do centenário do Vasco, em um samba que entrou pra história e até hoje é cantado pela torcida em São Januário. Lembro de ouvir muito nos jogos pelo Vasco o refrão vindo das arquibancadas “sou Vasco da Gama, meu bem, campeão de terra e mar”.
Inclusive, até o meu Mecão tem uma escola de samba pra chamar de sua. É a America Samba e Paixão, que desfilou em Niterói na semana passada homenageando um grande ídolo nosso, Edu Coimbra. Essa parceria do clube com uma escola de samba sempre rende mais do que um bom enredo. É a consagração do futebol brasileiro e do samba como grandes palcos da manifestação popular e cultural do nosso Rio de Janeiro.
É claro que o nosso Carnaval vai além das escolas de samba e da Sapucaí. Em quase todo bairro do Rio vamos ter os bloquinhos de rua, alguns são gigantescos e arrastam uma galera! Temos também os tradicionais bailes de clubes e associações. E em todos eles muita gente vai com a camisa dos seus times de coração, deixando clara a união dessas duas paixões. Aliás, o nosso jeito de jogar tem muito a ver com a cadência do samba. O drible, a finta, o ritmo em campo. Quando estava jogando, muitas vezes me sentia em um grande desfile, onde cada jogador era um passista ou integrante da bateria.
Todo mundo tinha de jogar no mesmo ritmo, respeitando a harmonia. A evolução das jogadas seguia a batida dada pelo treinador. O enredo final era sempre o gol, e na hora da comemoração eu me sentia como um mestre-sala correndo para a apoteose. A bola era a rainha da bateria, desejada por todos e o centro das atenções. No final, não importava a nota dos jurados, mas o quanto a gente tinha levantado a torcida!
É com esse espírito de Carnaval que desejo a todos uma grande festa, que se divirtam bastante! Quem sabe, um dia, eu não vire o enredo de uma escola do grupo especial, já pensaram? Ia ser do c…!!l Só não sei se a festa seria melhor durante ou depois do desfile…



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