Endrick e Igor Thiago comemoram gol pela Seleção contra a CroáciaRafael Ribeiro/CBF

Fala, Galera! Fechada a última Data Fifa antes da Copa, e já sentindo aquele frio na barriga esperando o começo do Mundial, é hora de fazer um balanço sobre como estamos, quais jogadores carimbaram o passaporte e quais adversários estão jogando o fino.
O segundo jogo, contra a Croácia, foi melhor do que o primeiro. E não falo só do resultado. O time apresentou um pouco mais de alternativas. É verdade que a Croácia está em um patamar inferior ao da França, é claro. Mas, mesmo assim, o time mostrou mais brio, com aquele espírito de “a Copa já está logo ali, porr@!!”.
O jogo teve dois destaques: Danilo, do Botafogo, e o garoto Endrick. Danilo mostrou que é uma alternativa de meia vigoroso que chega bem ao ataque, se apresenta muito pro jogo e sabe cadenciar o ritmo. Já o moleque Endrick, formado no Palmeiras, deu outra dinâmica ao setor ofensivo, cavou o pênalti e depois deu assistência pro terceiro gol. Isso tudo em 15 minutos. Não dá pra deixar os dois de fora!
Ainda me preocupa a falta de um finalizador nato e de um craque fora de série, um gênio da raça. Estamos bem pelas pontas, temos ótimas opções por ali. Mas no miolo e na criação, falta aquele “dono da camisa”, que impõe respeito – e medo – aos adversários.
A convocação será em meados de maio. Depois, teremos quase um mês até a estreia. E a primeira fase, nesse atual modelo, é bem tranquila: três de quatro se classificam. Então o Mister ainda terá mais esse tempo pra arrumar o time e testar as alternativas possíveis. Tem de chamar e botar os melhores pra jogar, independentemente de qualquer coisa. Numa seleção, o esquema é que tem de se adaptar aos jogadores, e não o contrário!
No geral, o trabalho do Mister Ancelotti é bom. É inegável que temos um modelo de jogo, um treinador que está atento a tudo o que rola atualmente e com uma bagagem gigante. Dou uma nota de 7,5 pra Seleção nesse tempo de preparação e sigo na torcida positiva!
Quanto aos adversários, vejo dois realmente acima do resto: França e Espanha. Têm uma geração de jogadores talentosos, alguns craques e muita juventude aliada à tradição. Esses dois são os favoritos, no papel. Mas Copa, vocês sabem como é, no papel…
Um patamar abaixo, vejo gigantes como Brasil, Argentina, Alemanha e Portugal. A Noruega, depois de 28 anos de ausência, pode surpreender. O time tem um camisa 9 excelente, mas falta experiência em Copas do Mundo e tradição. Isso conta demais na hora da decisão.
Acredito e torço muito, claro, pra Seleção trazer o hexa. Não vai ser fácil, como já falei. Mas o nosso talento e a nossa história sempre contam. A verdade é que a Amarelinha faz geral tremer. Bora Brasil, porr@!!!