Rio - A nova política da Fifa, de valorizar os países pela colocação no ranking, pode apimentar (e muito!) a fase de grupos na Copa do Mundo de 2014. Levando-se em consideração o critério adotado pela entidade nos últimos sorteios para distribuir os países em quatro potes (ver quadro ao lado), o Brasil pode cair num grupo da morte, ao lado de Itália, França e México, por exemplo. A Fifa confirmará no dia 3 de dezembro os potes do sorteio, que será realizado no dia 6, na Costa do Sauípe (BA).
O pote número 1 reunirá os cabeças de chave (Brasil, Argentina, Uruguai, Colômbia, Alemanha, Espanha, Bélgica e Suíça), enquanto o 2 terá as seleções europeias (Itália, Inglaterra, Holanda, Rússia, Bósnia, Portugal, Croácia e Grécia), à exceção da França, pior seleção do continente no ranking.
Assim, os Bleus devem ficar no pote 3 ao lado dos africanos (Gana, Argélia, Nigéria, Camarões e Costa do Marfim) e dos sul-americanos (Chile e Equador) — o pote 4 deve reunir as seleções da Ásia (Irã, Japão, Coreia do Sul e Austrália) e da Concacaf (EUA, México, Honduras e Costa Rica).
Como o sorteio é dirigido, todos os olhos se voltarão para o pote 3, já que a França não poderá cair no mesmo grupo de Alemanha, Espanha, Bélgica ou Suíça. Sendo assim, a probabilidade de os franceses ficarem no grupo do Brasil é de 25%. O direcionamento também servirá para Chile e Equador, que não podem ser adversários na primeira fase de Brasil, Argentina, Uruguai ou Colômbia.
Se a separação dos países nos potes for confirmada pela Fifa, a Copa do Mundo poderá ter até três grupos da morte. Além de uma hipotética formação com Brasil, Itália, França e México, o Mundial poderá reservar ainda grupos bem competitivos, com Espanha, Holanda, Japão e Nigéria, ou Argentina, Inglaterra, Camarões e EUA.
Se a Fifa considerar a colocação no ranking, o pote 4 teria as seleções mais fracas, mas o que não diminuiria o risco. Nesse caso, o Brasil poderia pegar na primeira fase Itália, França e Nigéria.