Por bernardo.argento
Publicado 13/03/2014 23:48 | Atualizado 13/03/2014 23:59

Alemanha - A turma de Felipão estava praticamente fechada. Pouco mais de três meses antes de as aulas começarem, Rafinha foi chamado para mostrar, em 90 minutos, que ele era o aluno certo para sentar na cadeira à direita do treinador. Campeão de tudo na temporada passada pelo Bayern de Munique, o lateral acredita que o time bávaro melhorou com Guardiola e sonha disputar a Copa do Mundo no Brasil.

Rafinha fala do sonho de vestir a camisa da seleção brasileira na Copa do MundoMowa Press

O DIA: Como você avalia sua atuação contra a África do Sul?

RAFINHA: Fui bem, acho que fiz um ótimo jogo. As pessoas perguntam porque eu não ataquei mais, pois vou mais à frente no Bayern. Mas aqui nós jogamos com dois pontas (Robben e Ribèry) e não tem necessidade de fazer a linha de fundo toda hora. O Felipão me pediu que eu tomasse cuidado com os contra-ataques. Eu estava ansioso, mas nervoso, não. Já são nove anos de Europa e a gente vai perdendo o nervosismo.

Você sonha com a Copa?

Fiquei feliz por ter voltado. Foram quase seis anos sem ser convocado. Todo jogador tem esse sonho, ainda mais com a Copa no Brasil. Tenho que fazer meu trabalho no Bayern para ser convocado.

Como você vê a disputa por uma vaga na lateral com Maicon?

Maicon é meu amigo. Jogamos na Seleção em 2008. Mantenho contato com ele e Daniel Alves. São dois jogadores que dispensam comentários e nos falamos por telefone.

A três meses da Copa, o que os seus companheiros no Bayern comentam sobre o Mundial no Brasil?

O pessoal sabe que a Copa do Mundo está pertinho, mas não tem tanto esse tipo de conversa. São três competições ao mesmo tempo. O papo rolou só quando teve o sorteio dos grupos. Agora estamos pensando apenas em ajudar o Bayern.

Em 2008, você disputou a Olimpíada de Pequim mesmo com a decisão do Schalke 04 de não liberá-lo. Valeu a pena brigar pela seleção brasileira?

Quando voltei, o presidente do Schalke veio falar comigo e eu disse que faria a mesma coisa pelo sentimento de usar a camisa amarela. Temos que estar sempre dispostos. Não podemos medir esforços para vestir essa camisa.

Você jogou pela primeira vez com Neymar. Ele já está no mesmo nível dos melhores do mundo?

Neymar está mostrando que sim. Antes, queria vê-lo na Europa. Já tiramos as conclusões e ele não sentiu a pressão. Lógico que é diferente, aqui algumas vezes se fica no banco. É diferente e ainda é o primeiro ano dele. Cristiano Ronaldo e Messi estão mais cascudos, mas Neymar pode arrebentar na Copa.

O que mudou no Bayern com a chegada do Pep Guardiola?

um treinador mais moderno, com um método de trabalho completamente diferente do que eu já tinha visto. O Jupp (Heynckes) era ótimo, mas o Guardiola é mais completo, motiva e cobra que temos sempre que melhorar. Ano passado, achamos que estávamos no nosso limite. Chegou um treinador novo e melhoramos.

Pep inventou uma maneira de jogar no Barcelona e reinventou no Bayern. Como foi a adaptação do time campeão europeu?

Ano passado foi atípico. Dificilmente acontece de novo. O Pep trouxe mais qualidade à equipe. Aprendemos muito com ele. O limite é o trabalho. Tem que melhorar todo dia. Sempre trabalhando forte, isso que nos leva às vitórias.

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