Nos passos de 'Oliveirrá'

Brasileiro naturalizado belga pode ter chance na Copa

Por O Dia

Igor de Camargo deve pintar na CopaDivulgação

Rio - Más notícias para uns, boas para outros. Na quinta-feira, o atacante Benteke, do Aston Villa, rompeu o tendão e desfalcará a Bélgica na Copa do Mundo. Quem pode se aproveitar da situação é o brasileiro naturalizado Igor de Camargo, desconhecido totalmente por aqui, mas ídolo do Standard Liège. Em 2008, ele foi um dos líderes do time que quebrou um jejum de 25 anos sem título. No ano seguinte, teve sua primeira chance nos Diabos Vermelhos e agora pode se tornar o segundo brasileiro a defender a Bélgica em um Mundial. O primeiro foi o maranhense Luís Oliveira, convocado em 1994, nos EUA.

Igor Albert Rinck de Camargo nasceu em Porto Feliz (SP), onde defendeu o time amador do Estrela FC. Sua habilidade despertou o interesse de empresários e com apenas 17 anos ele se transferiu para a Bélgica.

Valcke garante

Em um artigo publicado no site da Fifa, o secretário-geral da entidade, Jerôme Valcke, garantiu que o Itaquerão, palco de Brasil x Croácia, abertura da Copa, estará pronto para receber um evento-teste na segunda metade de maio. O dirigente ainda afirmou que está satisfeito com as obras em Curitiba e Porto Alegre, “que tiveram um desenvolvimento rápido nas obras”.

Puxão de orelha

O pisão de Sergio Busquets no rosto de Pepe, no último clássico entre Real Madrid e Barcelona, vai repercutir na seleção espanhola. O goleiro Iker Casillas criticou, nesta sexta-feira, a atitude do volante barcelonista, seu companheiro na Fúria, e disse que vai repreendê-lo.

“Busquets, no meu ponto de vista, não agiu bem. Quando encontrá-lo, vou puxar a orelha dele”, avisou.

A guerra do futebol

O ano era 1963. O clima entre El Salvador e Honduras, vizinhos na América Central, era tenso. Sem chances de trabalho em seu país, os salvadorenhos atravessaram a fronteira para trabalhar em terras hondurenhas, em plantações exploradas pelo governo local. No mês de outubro, o coronel Osvaldo López liderou o golpe que derrubou o presidente Villeda Morales. A ditadura culpou os salvadorenhos pelo péssimo momento econômico e eles foram expulsos sumariamente de Honduras, muitos deles torturados.

Passados seis anos, os dois países se encontraram na semifinal das Eliminatórias da Copa de 1970. No primeiro jogo, em Honduras, vitória por 1 a 0 dos donos da casa. No jogo de volta, uma semana depois, os salvadorenhos impuseram o terror e hastearam um trapo no lugar da bandeira de Honduras na tribuna. Os visitantes tiveram que entrar no estádio em carros-fortes. Deu El Salvador: 3 a 0.

No jogo-extra, na Cidade do México, nova vitória ( 3 a 2) dos salvadorenhos, que mais tarde conseguiram carimbar vaga na Copa. Dezoito dias depois, os dois países entraram em guerra. No conflito, que durou quatro dias e ficou conhecido como a Guerra do Futebol, seis mil pessoas foram mortas. As armas só foram silenciadas após intervenção dos EUA.

Por Alysson Cardinali e Flávio Almeida

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