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No mundo da Copa: O inacabável Buffon no topo

Goleiro italiano vai participar do seu quinto mundial

Por pedro.logato

Rio - O goleiro Gianluigi Buffon, capitão e referência da seleção italiana há uma década, está prestes a figurar em uma lista muito seleta de jogadores. Convocado por Cesare Prandelli para a Copa no Brasil — na pré-lista de 30 nomes —, Buffon, aos 36 anos, chegará a cinco mundiais no currículo, um feito que apenas o mexicano Antonio Carbajal e o alemão Lothar Matthäus possuem. Basta ficar entre os 23 da Azzurra, que serão anunciados dia 2 de junho.

O goleiro da Juventus estreou na Itália em 1997, e na Copa de 1998 entrou na equipe como última opção de goleiro, porque Pagliuca sobrava como dono da posição. Quatro anos depois, contudo, já havia garantido a camisa 1, e nunca mais deixou de comandar o gol italiano. Em 2006, quando a Itália se sagrou tetracampeã, o zagueiro Fabio Cannavaro vestia a braçadeira, mas Buffon ficou entre os principais destaques do país.

Buffon vai disputar a sua quinta Copa do MundoErnesto Carriço / Agência O Dia

Com 139 partidas pela Itália no currículo, o veterano é o atleta que mais vezes entrou em campo pela Azzurra, à frente dos já aposentados Paolo Maldini (126) e Cannavaro (136).

É muito pouco provável, porém, que Buffon consiga, até o fim da carreira, chegar ao número de jogos em Copas do Mundo de Matthäus, que entrou em campo nas cinco edições de que participou. O craque alemão — de 1982 a 1998 — detém o recorde de 25 partidas, duas à frente do italiano Paolo Maldini, que esteve em quatro Copas. Já Buffon atuou pela Azzurra 12 vezes, e o mexicano Carbajal — Copas de 1950 a 1966 — em apenas 11. O único que pode empatar com Matthäus é Miroslav Klose, que já fez 19 jogos pela Alemanha.

O VERDADEIRO REI DO FUTEBOL

O primeiro obstáculo de Jules Rimet não foi necessariamente organizar a Copa do Mundo, mas convencer os países europeus a disputá-la. A escolha pelo Uruguai desagradou a todos. O tempo de viagem (três semanas de navio) e o custo espantavam. Os ingleses, que naquele período estavam em litígio com a Fifa, debocharam da distância do país-sede e disseram que Plutão — à época um planeta recém-descoberto — era mais perto.

Mas Jules Rimet deu de ombros. Levou um não de Áustria, Tchecoslováquia e Hungria, que naquela época já tinham ligas profissionais e alegaram que dois meses de ausência dos jogadores seria demais. França, Bélgica e Iugoslávia aceitaram, mas Rimet queria pelo menos mais um representante europeu.

Lembrou-se de sua amiza<CW-4>de com o rei Carol II, da Romênia, que passou um período exilado em Paris. Tomou um trem para Bucareste e não precisou de muito para convencê-lo. Animado com a primeira Copa, foi o próprio rei que assinou o decreto real da convocação dos jogadores. Ele ainda negociou com seus patrões um período de dois meses remunerados de folga e pagou do próprio bolso os custos. A Romênia não fez feio: ganhou do Peru (3 a 1), mas foi eliminada pelo Uruguai (4 a 0).

Coluna de Alysson Cardinali e Flávio Almeida

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