São Paulo - Bancado pelo comandante depois de encantá-lo durante a Copa das Confederações, Bernard é o atleta mais jovem do grupo que buscará o hexacampeonato no Brasil. Além da idade precoce, a baixa estatura – 1,63m – é motivo de diversão dos companheiros.
O talento do menino baixinho e franzino empolgou Felipão no ano passado durante a Copa das Confederações. “Estou doidinho para colocar o Bernard. Nossa Senhora! Que alegria nas pernas tem aquele guri!”, disse o gaúcho antes de utilizar o meia-atacante nas partidas contra a Itália e Uruguai.
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Mas não foi somente em campo que Bernard teve de driblar os adversários. Fora dele também o jogador precisou superar a desconfiança de clubes e treinadores para chegar aos holofotes. Com apenas 14 anos ele foi aprovado pelo Atlético-MG e precisou esperar um ano e meio para defender o clube em uma competição, já que os técnicos o viam como fraco comparado aos outros meninos da mesma categoria.
Acabou dispensado, mas voltou a ser reintegrado aos 17 anos e emprestado ao Democrata para a disputa do Campeonato Mineiro em 2010. Apesar de ter chegado à equipe contra a própria vontade, foi lá que ele brilhou ao terminar o Estadual como craque e artilheiro da competição com 14 gols em 16 jogos.
A ascensão não demorou para ele despertar atenção de clubes da Europa e ser também promovido ao elenco profissional. Com o técnico Cuca no comando, ele disputou o Brasileirão e foi um dos destaques, sendo eleito a revelação do torneio em premiação da Bola de Prata da revista Placar. Em 2013, conduziu o Atlético-MG na campanha vencedora da Copa Libertadores.
Em agosto do mesmo ano, Bernard se tornou a quinta transferência mais cara do futebol brasileiro ao assinar com o Shakhtar Donetsk por 25 milhões de euros, o equivalente na época a R$ 76 milhões. No Leste Europeu, o meia é reserva e marcou apenas quatro gols em 21 jogos. É hora de voltar a brilhar.