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Dunga defende Seleção atual, mas diz: 'Nunca vai haver pressão como em 94'

Capitão do tetra saiu em defesa de Thiago Silva: 'Cada um tem uma forma de reagir, tem a sua personalidade'

Por pedro.logato

Rio - Dois dos principais favoritos ao título da Copa, Brasil e Argentina, vem sofrendo com muita pressão no Mundial. Apesar de estarem classificadas para as quartas de final, as duas equipes não vem convecendo dentro de campo e por isso acabam recebendo crítica. Dunga e Caniggia sabem muito bem o que é isso por já terem disputado finais de Mundiais pelas suas seleções. Em um evento de um dos patrocinadores da competição, no Rio de Janeiro, os dois opinaram sobre o momento atual das seleções. Para o capitão do tetra, a pressão sobre a seleção brasileira atual é grande, mas não supera a vivida pela sua geração há 20 anos.

Dunga falou sobre pressão recebida pela SeleçãoReuters

"Pressão que a minha geração teve em 1994 não vai ter nunca. Até a final da Copa algumas pessoas, na hora dos pênaltis, já estavam escrevendo que iria perder porque nunca havia ganhado nos pênaltis. Era pau o tempo todo. Acredito que essa seleção não tem pressão, e sim ansiedade do jogo, de jogar no Brasil, a ansiedade de mostrar para o torcedor a capacidade de cada um. Agora está somando porque na Copa das Confederações era outro tipo de jogo, campeonato, o Brasil conseguia fazer gol logo no início e controlar o rival. Agora está sendo diferente. Jogadores estão ansiosos para repetir as atuações de 2013, mas como sempre disse, é difícil. Começa o nervosismo, acelerar o jogo, erra o passe. Mas pelo menos nos jogos do Brasil, principalmente BH e São Paulo, o torcedor estava cantando o hino, aplaudindo a seleção", afirmou.

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Capitão do tetra, Dunga falou sobre as críticas que Thiago Silva vem recebendo. O jogador, atual dono da braçadeira, chorou antes da disputa de pênaltis contra o Chile, nas oitavas de final, e passou a semana ocupando as manchetes. Para o ex-volante, é preciso entender o momento e a personalidade de cada pessoa dentro e fora de campo.

"Cada um tem uma forma de reação, sua personalidade. A gente tem que ver pelo lado do ser humano. Apesar de ser um jogador, capitão da Seleção, é um ser humano que tem virtudes e defeitos como nós, sente a pressão como qualquer um. O mais importante é que o grupo saiba do seu potencial, entenda essa reação, a personalidade do Thiago. Não é só o capitão que tem que ser líder dentro da equipe, os demais jogadores também. E tem momentos que o capitão vai comandar a equipe, e outros que a equipe vai auxiliar o capitão. Somente quem está lá dentro pode auxiliar o capitão. São dois aspectos: um negativo e outro positivo. O negativo é que acham que o capitão não tem sentimento, não pode ser frágil; o bom é que ele é um ser humano como qualquer outro", afirmou Dunga, que comandou Thiago na Copa do Mundo de 2010.


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