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Muricy não foge de 'conversa' com a CBF, mas avisa: 'Bola da vez é o Tite'

Treinadores são os mais cotados caso Felipão deixe o cargo

Por victor.abreu

Muricy é um dos favoritos para o cargo de treinador da seleção brasileiraDivulgação

São Paulo - A pressão em cima da saída do técnico Felipão do comando da seleção brasileira promete aquecer o mercado de treinadores. Tite e Muricy Ramalho surgem como principais nomes para o cargo. Nesta sexta-feira, o comandante são-paulino falou, em entrevista coletiva, que o ex-treinador do Corinthians é o favorito na disputa.

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"Primeiro é preciso dizer que existe um treinador lá, que está trabalhando. Antes da Copa, todos falavam que a comissão estava fazendo tudo certo. Se não permanecer, acho que a bola da vez é o Tite, que foi o último técnico aqui a conquistar grandes títulos", disse o treinador do São Paulo.

Muricy ainda enumerou diversas qualidades de Tite que o colocam mais perto da possível vaga na Seleção.

"Ele está preparado, já provou sua capacidade. Volto a dizer, ainda existe um treinador lá e não sabemos o que vai acontecer. Estou respondendo apenas o que vocês estão perguntando", comentou.

Quando dirigia o Fluminense, em 2010, Muricy Ramalho rejeitou um convite feito pelo alto escalão da CBF. Na época, Dunga tinha deixado o cargo depois do Mundial na África. Mano Menezes assumiu. O treinador do São Paulo aceitaria uma nova conversa com membros da entidade.

"Se aparecer, a gente senta e conversa. Muita coisa precisa ser analisada. O que menos importa é a questão financeira. Precisa ter condições de trabalho e, principalmente, segurança para realizar seu trabalho. Não é justo um treinador que começa um ciclo de Copa não ir até o Mundial. Se for para o Felipão ficar, que ele continue até 2018. Caso contrário, quem assumir deve ter o mesmo prazo para trabalhar", cobrou o treinador.

A opções vão além dos treinadores brasileiros. Correntes na torcida e na mídia defendem nomes como o português José Mourinho e o espanhol Josep Guardiola. Para Muricy ambos são capazes de realizar um bom trabalho, mas acha difícil uma mudança tão radical.

"Os tops são Guardiola e Mourinho. Acho difícil que isso aconteça. Até porque é muita coisa diferente, o cara vai chegar e estranhar tudo, precisa de tempo para adaptação. Não adianta pensar em estrangeiro e trazer aventureiros, que só conseguem bons empregos porque têm ótimos empresários", indagou.

Sem querer comentar o placar entre Brasil e Alemanha, Muricy se esquivou de algumas perguntas para não ser mal interpretado. Depois do vexame na semifinal da Copa do Mundo, o ex-jogador Zico defendeu a contratação do treinador do São Paulo para comandar a Seleção.

"Tudo que eu falar aqui pode soar mal e é preciso ter respeito pelas pessoas que estão trabalhando lá. São profissionais capacitados, que ganharam Copa do Mundo. Todos estão tristes, ninguém esperava o que aconteceu", concluiu Muricy..

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