
Rússia - Decepciona, mas não necessariamente anuncia uma tragédia o empate da Seleção com a Suíça em 1 a 1, neste domingo, em Rostov. Embora a atuação em campo do time de Tite, na estreia da Copa do Mundo, desperte desconfiança, a história ensina que é possível seguir a caminhada rumo ao hexa, apesar do tropeço. E se os brasileiros reclamam da omissão do árbitro de vídeo no gol suíço, fica a lição: apesar do auxílio tecnológico, vale mais o desempenho humano. Nesse quesito, faltou muito a Neymar & Cia.
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Dos cinco títulos mundiais conquistados, em três, o Brasil perdeu ponto num dos jogos da primeira fase. Em 1958 e em 1962, a Seleção ficou no 0 a 0 na segunda rodada, contra Inglaterra e Tchecoslováquia, respectivamente. Já na campanha do tetra, em 1994, o time de Romário e Bebeto confirmou a liderança do grupo no 1 a 1 com a Suécia, no partida final da etapa de grupos.
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Se na inspiração do quarteto Willian, Neymar e Philippe Coutinho está o caminho para o sucesso, é na ausência dela que o time se perde. Willian, pela direita, chamava o jogo, mas, quando vencia a marcação, errava o passe. Do outro lado, Neymar, apesar do passe que deu para Paulinho quase abrir o placar aos 10 minutos do primeiro tempo, abusava das jogadas individuais.
Coutinho, porém, encontrou o rumo aos 19. O camisa 11 pegou a sobra de um cruzamento de Marcelo e acertou o ângulo do goleiro Sommer.
Em vantagem, o Brasil manteve o domínio no primeiro tempo. Sem fazer muita força, conseguia se manter nos trilhos, dentro do que havia sido traçado por Tite durante a preparação.
Logo aos 4 da etapa final, no entanto, o gol de Zuber fez a confiança da Seleção descarrilar. O empurrão do meia suíço em Miranda causou indignação nos brasileiros que esperavam que o VAR interviesse. Os jogadores tentaram mostrar o lance para o árbitro mexicano Cesar Ramos, que se recusou a olhar o telão que, surpreendentemente, repetia a cena para todo o estádio ver.
Neymar tentou retomar o rumo, sem se encontrar entre o individualismo exagerado e marcação firme da qual era alvo. Gabriel Jesus, aos 27, pediu pênalti e também reivindicou uma atitude do árbitro de vídeo. O atacante deu lugar a Firmino que, aos 44, quase desempatou de cabeça.
FICHA TÉCNICA:
BRASIL 1 x 1 SUÍÇA
BRASIL - Alisson; Danilo, Thiago Silva, Miranda e Marcelo; Casemiro (Fernandinho), Paulinho (Renato Augusto) e Philippe Cooutinho; Willian, Neymar e Gabriel Jesus (Firmino). Técnico: Tite.
SUÍÇA - Sommer; Lichtsteiner (Lang), Schär, Akanji e Rodriguez; Behrami (Zakaria), Xhaka (Embolo), Dzemaili, Shaqiri e Zuber; Seferovic. Técnico: Vladimir Petkovic.
GOLS - Philippe Coutinho, aos 20 minutos do primeiro tempo; Zuber, aos 5 do segundo tempo.
CARTÕES AMARELOS - Lichtsteiner, Casemiro, Schär e Behrami.
ÁRBITRO - César Ramos (Fifa/México).
RENDA - Não disponível.
PÚBLICO - 43.109 pagantes.
LOCAL - Arena Rostov, em Rostov










