Publicado 07/07/2026 13:43
Estados Unidos - Técnico dos Estados Unidos, Mauricio Pochettino quebrou o silêncio sobre a polêmica que envolveu o centroavante norte-americano Folarin Balogun. Após a eliminação para a Bélgica, na última segunda-feira (6), o ex-treinador de Tottenham, PSG e Chelsea se mostrou "decepcionado", mas evitou usar o caso como "desculpa" para o revés.
Publicidade Horas antes de a bola rolar para o duelo, válido pelas oitavas de final da Copa do Mundo, o presidente estadunidense Donald Trump ligou para o comandante da Fifa, Gianni Infantino, a fim de pedir a revisão da suspensão de Balogun. O centroavante, que havia recebido um cartão vermelho na partida anterior, contra a Bósnia, foi absolvido pela entidade e a decisão gerou polêmica internacional.
Pochettino saiu em defesa do jogador: "Qual é o sentido de insultar alguém, de enviar uma quantidade enorme de mensagens ofensivas ou até ameaças? Estou muito decepcionado com muitas pessoas. Porque misturam as coisas. Colocam política no meio, falam em manipulação, questionam ética e integridade".
"Se começarmos a discutir a história deste jogo falando de ética ou tentando misturar esses assuntos, isso me decepciona pessoalmente. Porque acho que o debate deveria ser apenas sobre a possibilidade prevista no regulamento para essa situação, como já aconteceu com outros jogadores e outras seleções", completou o comandante argentino.
Apesar da frustração pela polêmica criada, o treinador admitiu que o caso não apaga a má atuação dos Estados Unidos na partida, e que o desempenho da seleção realmente foi abaixo do esperado.
"Não acredito que isso tenha afetado o nosso desempenho. Não é uma desculpa, e não podemos usar desculpas. Simplesmente não era o nosso dia. Não jogamos da maneira que deveríamos jogar, nem mostramos a qualidade que temos. Tudo o que estava acontecendo ao redor ficou do lado de fora. A Bélgica foi melhor do que nós, e é isso", concluiu Pochettino.
*Sob supervisão de Theo Faria
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