Por rafael.arantes

Fortaleza - O Brasil vai enfrentar a Espanha na decisão da Copa das Confederações. Em partida realizada no Castelão, Fúria e Itália não conseguiram resolver a tão esperada vaga na final no tempo regulamentar e viram a partida ser decidida nos pênaltis após um 0 a 0 nos 120 minutos. Nas cobranças, um grande misto de emoções. Nervosismo, ansiedade, precisão e sorte marcaram a disputa que garantiu o direito da Espanha, que venceu por 7 a 6, buscar o título no próximo domingo. Com a eliminação, a Itália vai encarar o Uruguai na disputa pelo terceiro lugar, domingo, às 13h, na Arena Fonte Nova.

Espanha faz a festa com a classificação para a finalErnesto Carriço / Agência O Dia

Se alguns esperavam um domínio da Espanha na partida, logo no início o duelo se desenhou diferente. Com ambas as equipes em campo com algumas alterações, a partida era bastante disputada nos momentos iniciais. Mesmo com a Itália optando por um esquema de jogo mais defensivo, a Azzurra conseguia criar boas jogadas ofensivas em alguns contra-ataques. Pelo lado espanhol, a posse e o toque de bola eram as alternativas, que acabavam se complicando pela boa marcação italiana.

Nos pênaltis%2C Itália foi eliminada da Copa das ConfederaçõesErnesto Carriço / Agência O Dia

Mesmo com a maior posse espanhola, as melhores chances eram da Itália. Em três lances consecutivos, a Azzurra levou perigo ao gol de Casillas. Primeiro, o goleiro da Fúria salvou a cabeçada de Maggio e nas duas jogadas seguintes, o camisa 1 viu a bola passar
perto de seu gol, respirando aliviado. No entanto, o maior susto aconteceu aos 36 minutos. Após bom cruzamento de Giaccherini, Maggio cabeceou sozinho e viu Casillas salvar a Espanha. Como resposta, Fernando Torres deixou dois marcadores para trás e bateu cruzado assustando o goleiro Buffon no lance seguinte.

Diferentemente da primeira etapa, a seleção da Espanha voltou para o jogo com uma postura mais completa no segundo tempo. Mesmo preocupada com evitar os ataques italianos, os espanhóis chegaram a levar algum perigo para o goleiro Buffon ainda nos primeiros 10 minutos da segunda etapa. Após o início melhor, a Espanha voltou a se deparar com a superioridade italiana. Com mais posse de bola, a Azzurra passou a ditar o ritmo do jogo e fez a Fúria se fechar numa forte postura defensiva, conseguindo raros lances de contra-ataque.

O tempo passava e o ritmo de jogo acabava diminuindo. Com as equipes se mostrando cansadas, a partida continuava equilibrada e com poucas chances perigosas de gol. Com a bola rolando, nem mesmo os três minutos de acréscimos impediram o duelo de terminar empatado no tempo normal.

Para a prorrogação, o clima era de ansiedade. Logo nos primeiros minutos, a Itália assustou a Espanha ao ver Giaccherini acertar uma bomba na trave de Casillas. No minuto seguinte, Del Bosque surpreendeu ao tirar o atacante Fernando Torres para promover a entrada do volante Javi Martínez. Como resposta ao perigoso ataque italiano, a Espanha se projetou passou a pressionar a Azzurra, chegando a ter ótimas chances com Sergio Ramos e Alba.

Nos 15 minutos finais o ritmo voltou a diminuir. Cada vez mais certos de que o provável caminho era a disputa por pênaltis, Espanha e Itália se poupavam. A velocidade de jogo não era a mesma e as chances de gol voltaram a ser raras. No entanto, quando apareceu foi intensa. De fora da área, Xavi acertou um bom chute, Buffon não foi bem na bola e foi salvo pela trave. Nos últimos minutos a Espanha cresceu, mas não conseguiu impedir a decisão por pênaltis. Nas cobranças, a decisão ficou para os chutes alternados e um erro de Bonucci garantiu a vaga após o pênalti convertido por Navas.

Pela Espanha, Xavi, Iniesta, Piqué, Sergio Ramos e Juan Mata converteram as cinco primeiras cobranças. Depois, Busquets marcou. Coube a Jesús Navas garantir a classificação.

Do lado italiano, Candevra, Aquilani, De Rossi, Giovinco e Pirlo marcaram. Depois, Montolivo também fez. Porém, Bonucci perdeu.

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