Presidente do Fluminense, Mário Bittencourt falou sobre a saída de Renato GaúchoLucas Mercon / Fluminense

O presidente do Fluminense, Mário Bittencourt, participou da coletiva de apresentação do técnico Luis Zubeldia e admitiu a surpresa com o o pedido de demissão de Renato Gaúcho. O dirigente admitiu que tentou convencê-lo a permanecer no comando do time, mas que não conseguiu.
"Em nenhum outro momento a intenção foi de fazer a troca do comando. Nós fazemos uma temporada que a gente considera boa, que ainda pode se transformar em ótima se a gente conquistar o título da Copa do Brasil. A gente foi surpreendido realmente, o Renato disse que não queria continuar e tudo que ele falou na coletiva foi o que aconteceu. Ele disse que estava bastante desgastado, especialmente com questões externas. São muitos anos de futebol, ele tem 63 anos, disse que estava bastante chateado, incomodado com algumas coisas que estava vendo e ouvindo, que isso estava deixando ele desgostoso do dia a dia, não do Fluminense", disse o presidente tricolor, complementando:
"Eu tentei demovê-lo da ideia de que ele continuasse conosco, porque ainda tínhamos muita coisa a conquistar na temporada, ou seja, uma vaga na Libertadores e o título da Copa do Brasil, mas ele ficou irredutível e avisou que falaria na coletiva. A gente tinha uma relação excelente. Mas futebol é assim, faz parte, e no dia seguinte já fomos buscar um outro caminho, que é a chegada do Luís".
Mário Bittencourt também confirmou que há uma multa estipulada por rescisão de contrato e que Renato terá de pagá-la.
Em relação à contratação de Luis Zubeldía, o dirigente garantiu que não procurou outro treinador além do argentino e explicou o motivo da escolha.
"A gente gostava muito do que via no São Paulo. Observamos muito quando ele foi nosso adversário. O trabalho dele nos encantava pela forma de jogar do time", explicou.
"Não contactamos nenhum outro, recebemos mais de 50 mensagens de pessoas oferecendo técnicos, mas trabalhamos com convicção, não decidimos nada em vestiário. Sempre colocamos uma noite de sono no meio, nunca decidimos no calor da emoção", completou.