Jon Anik (à esquerda) quer ver o UFC se atualizando de olho no futuro(Foto: Reprodução/Instagram)
Em participação recente no programa "Spinnin Backfist MMA Show", Anik revelou que, se tivesse poder de decisão dentro da empresa, promoveria mudanças significativas. O foco principal estaria na redução da duração dos cards e no enxugamento do atual plantel de atletas, que hoje ultrapassa a marca de 600 nomes contratados, número que segue crescendo anualmente por meio do "Dana White's Contender Series".
Na visão do comentarista, o excesso de lutas por evento no UFC acaba tornando as transmissões longas e menos acessíveis para parte dos fãs. Atualmente, muitos cards contam com até 15 combates, algo que Anik considera exagerado para manter o ritmo e a atenção do espectador ao longo de toda a noite.
“Acho que nosso maior desafio é o fato de nossos eventos serem muito longos, e deveríamos ter 10 ou 11 lutas (por evento), ao invés de 15 (…) É porque temos muitos patrocinadores para servir, certo? Parceiros de televisão em diferentes países, um plantel com mais de 600 lutadores, contratando mais uns 50 pelo Contender Series todo ano. Mas se eu pudesse influenciar a mudança de alguma forma, eu cortaria 150 lutadores do plantel. Faria apenas 10 lutas por evento e tornaria tudo muito mais palatável e fácil de assistir (para os fãs)”, sugeriu o comentarista.
Além das críticas ao formato atual, Anik também comentou sobre um dos eventos mais aguardados da história da organização: o UFC Casa Branca. Previsto para junho e cercado de expectativas por conta da sede inédita, o card promete reunir algumas das maiores estrelas da companhia em lutas de alto impacto.
Segundo o comentarista, justamente por se tratar de uma edição única e simbólica, o UFC Casa Branca pode fugir completamente do padrão tradicional. Anik projeta a possibilidade de um número elevado de disputas de cinturão na mesma noite, chegando, em um cenário extremo, a até sete títulos em jogo, o que tornaria o evento um marco sem precedentes na história do Ultimate.

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