Atletas estão seguindo em atividade cada vez mais tempo(Foto: Reprodução)
Para o faixa-preta de Jiu-Jitsu Antônio Assef, que também é médico, o fenômeno é consequência de uma evolução que vai além do treinamento tradicional. Especialista no trabalho com atletas masters e exemplo de longevidade dentro dos tatames, o Dr. Porrada aponta que a medicina preventiva, a recuperação física e a organização dos treinos têm sido determinantes para ampliar a vida útil dos atletas em alto nível.
“Essa Copa do Mundo vem mostrando que o envelhecimento físico e metabólico está ficando mais identificável. Acredito muito na medicina preventiva, na medicina regenerativa, na fisioterapia mais bem esclarecida e na organização dos treinos. É um conjunto de elementos que faz com que os atletas consigam performar mais mesmo com idade avançada”, explicou Antônio Assef. Segundo ele, os jogadores acima dos 40 anos presentes no Mundial não ocupam espaço apenas pelo peso dos seus nomes, mas seguem entregando qualidade, resistência e eficiência dentro de campo.
A realidade não pertence apenas ao Futebol. Antônio Assef ressaltou que o Jiu-Jitsu e outras modalidades já mostram atletas masters competindo em alto rendimento, muitas vezes mantendo desempenho comparável — ou superior — ao de competidores mais jovens: “Era o futuro lá atrás, agora já é presente. Em todas as modalidades a gente vê atletas masters competindo em alto rendimento”, afirmou.
Para o Dr. Porrada, o principal fator para essa transformação é a conscientização dos próprios atletas: “O maior cuidado com a preparação física, a intensidade e organização dos treinos, além de um recovery bem elaborado, faz toda diferença. A medicina também ajuda a neutralizar os danos do envelhecimento, fazendo com que os atletas continuem se sentindo mais jovens, apesar da idade cronológica avançar”, concluiu.

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