Saída de Rodrigo Pessoa ainda rende polêmica no hipismo do Brasil

Cavaleiro rebate as críticas de Álvaro Doda Miranda

Por fabio.klotz

Rio - A saída do cavaleiro Rodrigo Pessoa da equipe brasileira de hipismo, após recusar a decisão do técnico George Morris em ser reserva, ainda continua rendendo muita polêmica no mundo do hipismo. Após o Brasil ficar em quinto lugar na final de salto por equipe, hoje de manhã no Centro Olímpico de Deodoro, o cavaleiro Álvaro Doda Miranda disparou ao ser perguntado se a experiência de Pessoa havia feito falta à equipe. Nos 26 anos em que defendeu a seleção, Pessoa conquistou a medalha de ouro em Atenas, além de duas de bronze, em Atlanta e Sydney, ambas por equipes.

"Eu acho que não. Com o cavalo que ele tinha, nem chegava nessa prova. Ele ( Rodrigo Pessoa) ia fazer várias faltas. Não tinha nenhuma condição. Ia até passar vergonha. Um cara como ele que é um craque, se você não tem um cavalo à altura poderia derrubar de um ao último (obstáculo). Ia ser pior para o nome dele. A grande sorte foi não ter sido convocado", criticou Doda.

Ao ser informado sobre o comentário do cavaleiro brasileiro, Rodrigo Pessoa evitou polêmica, mas mandou seu recado.

"Ele ( Doda) está reagindo de cabeça quente hoje. É uma decepção ( o quinto lugar). Eu também estou decepcionado, pois represento o Brasil há 26 anos. Ninguém mais do que eu queria ver o sucesso da equipe. Tem que colocar esse comentário em um contexto diferente. Não vou entrar em polêmica, pois sou além disso aí. Eles lutaram, mas infelizmente as chances estavam diminuídas, pois tínhamos um cavaleiro a menos", analisou Pessoa, que também comentou a desclassificação do cavaleiro Sthepan Barcha, que foi eliminado da final por causar com a espora um leve sangramento em seu cavalo, "Landpeter do Feroleto".

"Não é um problema do Sthepan, foi o risco que o técnico ( George Morris) quis pegar. A aposta que ele fez não pagou. O cavalo tinha boa performance, mas a pressão foi aumentando e o que aconteceu ccm ele é uma regra que estão aplicando ao pé da letra com muito rigor. Eu sei que comigo não teria acontecido, pois monto a minha égua sem espora", disparou Rodrigo que deixou seu futuro em aberto.

"Este último mês foi muito desgastante. Foi um golpe muito duro, acho que fiz muito pela equipe nesses 25 anos e não vou julgar o cavalo agora. Da mesma forma como disseram que eu poderia derrubar todos (obstáculos) eu poderia zerar. Não tem a menor chance de trabalhar com ele ( técnico). Ele entrou como uma lenda e vai sair como uma lêndea. Se ele ficar eu largo fora", metralhou.

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