São Januário, estádio do VascoMatheus Lima / Vasco

Rio — O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) absolveu o Vasco nesta sexta-feira (24) pela denúncia de que torcedores do clube deslocaram uma câmera do VAR e impediram o funcionamento da tecnologia no jogo contra o Botafogo, em São Januário, no último dia 4 de abril, conforme o "ge". O árbitro Wagner do Nascimento Magalhães fez o relato na súmula da partida, pelo Campeonato Brasileiro.

O Cruz-Maltino foi julgado nos artigos 213, sobre desordem, pela torcida ter acendido sinalizadores no decorrer do jogo, e 243-B, que trata de violência ou grave ameaça, afirmando que os vascaínos no estádio impediram o funcionamento de uma das câmeras do árbitro de vídeo. O Gigante da Colina foi multado em R$ 10 mil pelo uso dos artefatos pirotécnicos.

LEIA MAIS: Em resposta a Bap, Pedrinho reposta vídeo em que critica 'arrogância' do presidente do Flamengo
A defesa do clube afirmou que a câmera da linha do gol não foi movida por causa da ação de humanos, e sim pelo movimento natural da arquibancada de São Januário.

Relembre o caso

De acordo com o relato do quality manager da CBF, Bernardo Campos Martins, torcedores vascaínos deslocaram a câmera "goal line" no início da etapa final, deixando o equipamento "inoperante por 12 minutos até o seu retorno".

Além disso, o documento informa que após o segundo gol do Botafogo, aos 33 minutos, a mesma câmera voltou a ficar fora de serviço até o fim do jogo porque o operador da empresa Hawk-Eye "foi impedido pela torcida de acessar a plataforma onde se encontrava a câmera, sendo hostilizado e ameaçado".