Por monica.lima
São Paulo - Com menos de dois anos no mercado e um volume de R$ 11,4 bilhõesem operações de fusões e aquisições até o meio do ano, a A:10 Investimentos e Assessoria dá um novo passo para ampliação do seu negócio, com a chegada de um novo sócio a partir de janeiro, que irá comandar a área de private equity. A nova área já está avaliando três empresas com faturamento abaixo de R$ 100 milhões.
De acordo com a sócia, Ana Cabral-Gardner, a nova área irá focar nos setores onde a empresa tem expertise, consumo, varejo e farmacêutico e, para que não haja conflito com o segmento de fusões e aquisições, o foco será nas pequenas e médias empresas, com faturamento de até R$ 200 milhões. “Empresas com faturamento de menos de R$ 100 milhões são órfãs. O Brasil precisa de investidor com vontade de descer o tíquete”, diz.
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Segundo a executiva, o objetivo é tornar as empresas grandes e criar valor através de melhorias operacionais. “Vamos comprar a participação nas empresas, estruturar e vender a participação ou a empresa, isso depende do interesse dos sócios. Nossa permanência nas empresas é de até oito anos. Acreditamos que esse segmento tem empresários fantásticos, mas falta estrutura de governança. Através do impacto de gestão vamos criar valor para as empresas”, diz, ressaltando que o dinheiro virá de capital próprio e de terceiros e serão aportes direto.
O desinvestimento, no entanto, não será via mercado de capitais, por enquanto. “Saída via mercado de capitais para empresas deste tamanho é muito difícil. O mercado de capitais brasileiro é muito focado em recursos naturais, infraestrutura, ou seja, em tíquetes mais altos”, diz. Ana ressalta que o mercado de acesso Bovespa Mais pode ser uma alternativa, mas é preciso que ele se desenvolva. “Tenho esperança que o Bovespa Mais vai se desenvolver. Não dá para contar com isso agora”, diz. Por outro lado, a executiva vê o mercado de capitais nos Estados Unidos e mesmo na Europa como opções para saída do investimento. “Vamos avaliar o que for melhor para empresa, para o momento e para os sócios”, diz. Outras alternativas são a venda para outro private equity ou para um player estratégico .
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Considerada uma boutique de assessoria de fusões e aquisições, a A:10 tem motivos para comemorar. Irá anunciar uma nova operação até o Natal e encerrar o ano com um volume de R$ 13 bilhões em fusões e aquisições. “Como é uma operação pública, que deve ser lançada antes do Natal, não posso antecipar. Mas é o fechamento do capital de uma empresa”, diz, revelando ainda que a boutique já inicia o ano com cerca de 50% da meta anual concluída. “Devemos anunciar um novo cliente no início do ano”, diz. De acordo com Ana, a meta da boutique é atender de dois a três operações por ano. “Nosso diferencial é ter um sócio que estará envolvido em toda a operação, do início ao fim. Por outro lado, esse diferencial não permite escala, mas esse é o nosso objetivo”, diz.
Ana pondera que embora faça menos operações que um banco de investimentos, a A:10 concorre em condições de igualdade, e avalia ainda que as operações mais complexas tendem a ficar com as boutiques, porque elas exigem uma participação maior dos banqueiros seniores. “As transações maiores e mais complexas exigem grau de experiência e de envolvimento dos banqueiros seniores e, nos bancos, eles não estão ali para executar e, sim, para gerar negócios. O modelo das boutiques é um modelo vertical, onde o banqueiro se envolve do início ao fim do processo e, com isso, consegue gerar dois a três negócios por ano”, diz.
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O time da A:10 é formado por Ana, que tem 24 anos de trabalho no mercado financeiro e passagens pelos bancos Barclays, Goldman Sachs e Credit Suisse; Marcelo Paiva, com 17 anos de atuação, ex-gestor da Mittal Family Office e vice-presidente da Millennium Global Investments; Hugo Bethlem, 35 anos de experiência, ex-vice-presidente executivo do Grupo Pão de Açúcar e executivo sênior do Carrefour e GP Investimentos e; Maria Helena Pettersson: 32 anos de experiência, conselheira da Comporte Participações (holding da Gol Airlines e Breda) e ex-sócia da Ernst & Young.Juntos, a experiência do quarteto soma 83 transações de fusões e aquisições, R$ 182 bilhões de fusões de aquisições, 119 ofertas de ações e R$ 73 bilhões captados no mercado de capitais.