Por parroyo
O principal índice da Bovespa fechou em alta superior a 2% nesta sexta-feira, beneficiado principalmente pela valorização da blue chip Vale, e assegurou o primeiro ganho semanal em um mês.
Os papéis da mineradora Vale responderam pela principal influência positiva no Ibovespa nesta sessão, após acelerarem os ganhos à tarde acompanhando o avançõ das ações da Petrobras e da BRF.
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O Ibovespa subiu 2,38%, aos 49.650 pontos. Na semana, acumulou acréscimo de 3,4%. O volume financeiro do pregão ficou em R$ 5,8 bilhões.
Vale disparou à tarde, tendo como pano de fundo a alta do minério de ferro na China, enquanto operadores ouvidos pela Reuters também citaram compras de estrangeiros. As preferenciais subiram 8,24% e os ordinárias avançaram 8,07%. Em nota a clientes, o BTG Pactual também considerou o movimento com ações da Vale como técnico. No ano, os papéis da mineradora ainda acumulam perda acima de 35%.
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Bradespar, que tem participação na mineradora, acompanhou o movimento, com alta de 7,81%. As ações da Petrobras encontraram suporte na recuperação do preço do petróleo no exterior e em expectativas de mudanças da diretoria da estatal, que está no centro de um escândalo de corrupção. As preferenciais ganharam 3,91% e as ordinárias avançaram 4,66%.
Nomes de executivos do setor privado têm sido citados como possíveis cotados para assumir o posto de presidente-executivo da estatal no lugar de Maria das Graças Foster. "Esta contratação seria o primeiro passo no caminho para a recuperação", escreveu em nota a clientes o ex-diretor do Banco Central Mario Mesquita, que hoje comanda a área de economia do Banco Brasil Plural.
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Uma fonte próxima à presidente Dilma Rousseff disse à Reuters nesta sexta-feira que o novo presidente do Conselho de Administração da Petrobras deverá ser escolhido entre o futuro ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, e o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante.
BRF, por sua vez, avançou 4,72%, após a companhia de alimentos aprovar na quinta-feira programa de recompra de até R$ 1 bilhão em ações.
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Bradesco subiu 2,56% e também ajudou o Ibovespa, após sofrer na véspera com novas especulações sobre eventual retorno da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).
Gol teve alta de 2,40% por cento, cotada a r4 14,08, mesmo com a subida dos preços do petróleo e a leve valorização do dólar. O Credit Suisse melhorou a recomendação para as ações da companhia aérea a "outperform" (acima da média do mercado), com preço-alvo de R$ 20.
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O setor de siderúrgico começou o dia no vermelho, mas recuperou o viés ascendente durante a sessão, com as ações de CSN à frente, fechando em alta de 7,75%. Gerdau avançou 5,56% e Usiminas subiu 3,56%.
Fora do Ibovespa, as ações da Anima Educação saltaram 10,16% , após anunciar acordo para unir suas operações com as da norte-americana Whitney University System no Brasil.
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Também reforçou o viés benigno no mercado local nos últimos dias a trégua na aversão à risco externa, após a Rússia conseguir controlar a queda do rublo com a venda de dólares de suas reservas e o Federal Reserve, banco central norte-americano, afirmar na quarta-feira que será "paciente" ao elevar as taxas de juros. O índice MSCI de mercados emergentes avançava quase 1%.
Dólar
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No mercado de câmbio, o dólar fechou em leve alta ante o real nesta sexta-feira, acompanhando o movimento no exterior, onde outras moedas emergentes também perderam força frente à divisa norte-americana, em uma semana de muita volatilidade causada por incertezas no cenário externo.
A divisa dos Estados Unidos subiu 0,09%, cotada a R$ 2,657 na venda, após encerrar todas as sessões desta semana em alta ou baixa de mais de 1%. Na semana, o dólar acumulou alta de 0,23%.
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"No fim de ano, o mercado esvazia e fica flutuando de um lado para o outro. Ainda assim, claramente o dia hoje está bastante tranquilo", disse o gerente de operações do Banco Confidence, Felipe Pellegrini.
Mais cedo, o dólar operou em leve queda, com a recuperação do rublo russo melhorando o humor dos investidores internacionais.
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"É um cenário muito volátil", disse o economista da Tendências Consultoria Silvio Campos Neto, acrescentando que a alta vista na segunda metade da sessão acompanhou a tendência de fora, "com as outras moedas também perdendo força".
No início da semana, a derrocada do rublo e a contínua queda dos preços do petróleo, sintoma de fraqueza na recuperação global e de excesso de oferta da commodity, impulsionaram a moeda norte-americana ante o real.
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Mas a aversão global a ativos de risco se reverteu após o Federal Reserve, banco central norte-americano, mostrar otimismo sobre a economia dos EUA e afirmar que será "paciente" na elevação dos juros. A recuperação do rublo também melhorou o humor do mercado nesta sessão, após o governo da Rússia informar que está vendendo dólares das reservas e que espera que exportadores tragam mais divisas estrangeiras ao país.
O rumo do câmbio brasileiro no curto prazo depende das medidas que serão adotadas pela nova equipe econômica para enfrentar o quadro de inflação alta e crescimento baixo no país.
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Além disso, detalhes sobre a extensão do programa de intervenção cambial do Banco Central brasileiro serão cruciais para a cotação do dólar.
"O mercado se tranquilizaria bastante com um pacote de medidas crível. Dependendo do valor dos leilões, (o BC) pode tirar um pouco da força de semanas como essa, de turbulência", disse o operador de um importante banco nacional.
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