Mercado aumenta para 7,77% previsão de inflação, a maior desde 2003

Com isso, estimativa para o IPCA de 2015 segue acima do teto da meta. De acordo com o Boletim Focus divulgado pelo BC, estimativa de analistas para o PIB de 2015 caiu de -0,58% para -0,66%

Por bruno.dutra

Sâo Paulo - A estimativa no Focus para a alta do IPCA em 2015 subiu a 7,77%, contra 7,47% na semana anterior, na 10ª semana seguida de piora das projeções. Para os preços administrados, a projeção passou a 11,18%, alta de 0,18 ponto percentual.

Para o final de 2016, a expectativa para o avanço do IPCA foi a 5,51%, contra 5,5% na pesquisa anterior, com alta de 5,5% dos administrados, projeção inalterada.

Já para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2015 o Focus aponta projeção de contração de 0,66%, contra queda de 0,58% antes, também 10ª vez seguida em que os economistas consultados pioram sua estimativa.

Economistas de instituições financeiras deixaram inalterada sua perspectiva para a Selic ao final deste ano, após o Banco Central manter o ritmo de aperto monetário e deixar em aberto os próximos passos, em meio à contínua piora do cenário de inflação e econômico.

Segundo a pesquisa Focus do BC publicada nesta segunda-feira, o mercado continua vendo a taxa básica de juros a 13% ao final de 2015, após mais uma alta de 0,25% na reunião de abril.

Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC elevou a Selic em 0,50 ponto percentual, para 12,75% ao ano, em decisão unânime, mas não deu indicações sobre os próximos passos em um curto comunicado. Assim, as atenções se voltam agora para a divulgação da ata dessa reunião, na quinta-feira.

Para 2016, a mediana das projeções ainda indica que a Selic encerrará a 11,5%.

O Top-5 de médio prazo, com os economistas que mais acertam as projeções, também continua vendo a Selic a 13% em 2015 e a 11,5% ao final do próximo ano.

As expectativas de aperto monetário se dão diante de preocupações inflacionárias, e apesar das projeções de recessão.

Somente a indústria, que vem pesando sobre a atividade, deve ter recuo na produção de 1,38%, ante contração prevista antes de 0,72%.

Em relação a 2016, a projeção para o crescimento do PIB caiu a 1,4%, 0,10 ponto percentual a menos do que na pesquisa anterior.

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