Ibovespa cai mais de 2% com tensão externa e Petrobras

Expectativa de que estatal divulgaria o valor das perdas por corrupção foi quebrada e ação cai 3,8%. Dólar recua, cotado a R$ 3,18

Por parroyo

O Ibovespa acompanha o desempenho negativo das bolsas externas e, por volta das 13h, caía 2,13%, aos 50.753 pontos, pressionado ainda pelos papéis da Petrobras. Enquanto os ataques da Árabia Saudita aos xiitas do Iêmem espalham mau humor mundo afora, por aqui as ações da estatal caem forte e devolvem os ganhos da véspera - as preferenciais desvalorizavam 3,86%.

Hoje acontece a reunião do Conselho de Administração da estatal, que irá discutir o cálculo referente ás perdas contábeis provenientes da corrupção. Entretanto, foi quebrada a expectativa de que o montante seria divulgado, mesmo se o método de cálculo for aprovado no encontro.

Após o fechamento da sessão de ontem, a empresa divulgou um comunicado no qual diz que a Comissão de valores Mobiliários (CVM) não foi consultada sobre o cálculo para apurar os pagamentos indevidos referentes à Operação Lava Jato. Ou seja, mesmo se o Conselho aprovasse, o montante não poderia ser divulgado. O texto reitera, ainda, que não há data definida para a divulgação dos resultados.

"Outro assunto relevante em relação à estatal é sobre a escolha de um novo presidente do Conselho de Administração no lugar de Guido Mantega. Rumores apontam que Murilo Ferreira, CEO da Vale, é cotado para o cargo. Além disso, ontem, outros dois processos contra a estatal entraram na Corte de Nova York, alegando perdas milionárias com aplicações em papéis da empresa por conta do esquema de corrupção. E, hoje, Graça Foster, ex-presidente da estatal, depõe na CPI da Petrobras da Câmara", apontou a Corretora XP, em nota.

Diante do cenário, somente três ativos do Ibovespa operavam em alta, liderados por Duratex ON, com ganho de 1%. Na ponta negativa, Kroton ON caía 6,11%.

Na agenda, o Banco Central divulgou o relatório de inflação, e admitiu, pela primeira vez, que o IPCA pode estourar o teto da meta ( de 6,5%) no fim do ano ao alcançar 7,9%. No acumulado de 12 meses, o indicador tem alta de 7,7%.

Nos Estados Unidos, as tensões no Oriente Médio pressionam o desempenho das bolsas e, por volta das 13h, o Dow Jones caía 0,36%.

No mercado de câmbio, o dólar caía 0,74%, cotado a R$ 3,18 na venda.

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