Ibovespa sobe 0,5% no primeiro pregão de junho

Ação da Qualicorp dispara 13% após a empresa negar envolvimento de seu fundador em operação da Polícia Federal sobre lavagem de dinheiro

Por parroyo

A Bovespa fechou o primeiro pregão do mês no azul, com papéis ligados ao setor de infraestrutura entre os destaques positivos, assim como Qualicorp, após a empresa administradora de planos de saúde negar envolvimento de seu fundador em operação da Polícia Federal sobre lavagem de dinheiro.

O principal índice da bolsa paulista, o Ibovespa, subiu 0,51%, aos 53.031 pontos. O volume financeiro somou R$ 5,3 bilhões. Wall Street teve uma sessão volátil, em meio a dados econômicos divergentes, mas o S&P 500 encerrou com acréscimo de 0,2%, ajudando o fechamento positivo no Brasil.

O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) oficial e do HSBC/Markit sobre o setor industrial da China também estiveram no radar, assim, como a possibilidade de o governo chinês ampliar programa de swap de dívida pública de governos locais.

A falta de consenso nas arrastadas negociações sobre a dívida grega também afetaram os negócios nesta segunda-feira, disse operador Alexandre Soares da Gradual Investimentos, deixando a Bovespa "de lado", assim como outros mercados, enquanto são aguardados novos desdobramentos.

Destaques

Qualicorp disparou 13,16% após despencar quase 20% no pregão anterior, com a empresa negando envolvimento do presidente do Conselho de Administração e fundador, José Seripieri Filho, em operação da Polícia Federal de combate à lavagem de dinheiro.

Eletrobras  também foi destaque entre os ganhos, com as ações ordinárias saltando 6,2%, em meio à recuperação técnica, após dois pregões de fortes quedas por ajustes a mudanças no índice MSCI Brasil. As ações da estatal vêm sendo influenciados por expectativas relacionadas a vendas de ativos da companhia.

Petrobras terminou com as preferenciais em alta de 0,32%, após a estatal lançar bônus de 100 anos, com yield de 8,45%, na primeira investida da companhia no mercado internacional de capitais desde o estouro da Operação Lava Jato. Também repercutiu notícia da Folha de S.Paulo do fim de semana de que a companhia pode colocar à venda parte dos campos de petróleo que possui no golfo do México.


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