A Conferência Municipal dos Direitos da Pessoa Idosa tem como objetivo principal promover a reflexão sobre as condições de vida da população idosaDivulgação
Com o tema “Envelhecimento multicultural e democracia: urgência por equidade, direitos e participação”, a conferência propôs reflexões importantes sobre a realidade da pessoa idosa e a necessidade de ampliar o acesso aos seus direitos por meio de políticas públicas inclusivas e descentralizadas.
Os eixos temáticos, como: financiamento das Políticas Públicas; Proteção à Vida e à Saúde; Combate à Violência e ao Abandono ; Participação Social e Fortalecimento dos Conselhos como Instrumentos de Garantia de Direitos foram debatidos em grupos de trabalho.
A mesa de abertura contou com a presença do secretário de Direitos Humanos, Pessoas com Deficiência, Mulheres e Cidadania, Luiz Henrique Pereira; da subsecretária Thallyta Protázio; da presidente do Conselho Municipal do Idoso, Ana Cláudia Marques; da representante do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa Idosa e da Secretaria Estadual de Envelhecimento Saudável, Andrea Batista; e do ex-presidente do Conselho Municipal do Idoso, Carlos Augusto Bastos.
Durante sua fala, o gestor Luiz Henrique reforçou a importância de ações concretas voltadas à população idosa.
“Sabemos das dificuldades enfrentadas por muitas pessoas idosas e da responsabilidade que temos enquanto poder público em construir políticas que atendam de fato às suas necessidades. Contem comigo nesse compromisso”, afirmou.
Na mesma linha, a subsecretária Thallyta Protázio destacou que o evento é uma oportunidade de construir soluções a partir da escuta e do envolvimento direto da população.
“Essa conferência é essencial para avançarmos. Precisamos garantir que todos os cidadãos tenham seus direitos respeitados, independentemente da idade”, disse.
Logo após a abertura, foi realizada a leitura e aprovação do regimento interno da conferência, conduzida por Maria Cristina Alves, secretária do Conselho Municipal do Idoso. O documento estabeleceu as diretrizes de organização e participação dos grupos de trabalho.
Em seguida, a palestrante Andrea Batista iniciou sua apresentação trazendo um panorama sobre os diferentes contextos de envelhecimento no Brasil. Ela ressaltou a importância de reconhecer as desigualdades que afetam essa fase da vida e defendeu políticas intersetoriais.
“Envelhecer não é privilégio, é um direito. Precisamos reconhecer as múltiplas velhices e garantir acesso à saúde, cuidado, participação e respeito. Essa é uma responsabilidade do Estado e da sociedade como um todo”, afirmou.
O ex-presidente do conselho, Carlos Augusto Bastos, também fez um discurso emocionado durante a programação.
“É gratificante ver esse auditório cheio e engajado. Lutamos há anos por esse espaço e agora é hora de avançar. Envelhecer com dignidade é um direito de todos. Não é favor, é política pública”, declarou.
Ao final, cada grupo apresentou suas propostas para o plenário. As sugestões serão sistematizadas e encaminhadas para as próximas etapas da conferência, fortalecendo a construção de uma política pública mais eficaz, próxima e participativa.



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