Incêndio atingiu complexo residencial em Hong Kong e deixou centenas de desaparecidosDale de La Rey / AFP

Os bombeiros de Hong Kong procuravam nesta quinta-feira (27) mais de 250 pessoas desaparecidas após o grande incêndio que destruiu um complexo de arranha-céus residenciais e provocou pelo menos 65 mortes, no pior desastre em décadas no território.
O incêndio começou na tarde de quarta-feira (26) em um complexo residencial de oito torres e 2.000 apartamentos. A tragédia deixou a cidade, que tem alguns dos conjuntos habitacionais mais densamente povoados do mundo, em choque.
As chamas começaram nos tradicionais andaimes de bambu que cercavam os edifícios de 31 andares do complexo Wang Fuk Court, no distrito de Tai Po, na zona norte, que passava por reformas.
O fogo ainda era visível na tarde de quinta-feira em algumas janelas, enquanto os bombeiros trabalhavam para controlar as chamas.
As autoridades afirmaram que os incêndios em quatro das oito torres de apartamentos já foram extintos e as chamas em outros três edifícios estão "sob controle". O arranha-céu restante não foi afetado.
Centenas de pessoas se reuniram nas ruas próximas e em áreas públicas para organizar a ajuda aos moradores afetados e aos bombeiros.
"É realmente comovente. O espírito dos habitantes de Hong Kong é que, quando alguém tem problemas, todos oferecem seu apoio", afirmou Stone Ngai, 38 anos, um dos organizadores de um posto improvisado.
As autoridades abriram uma investigação sobre o incêndio, incluindo a presença dos altamente inflamáveis andaimes de bambu e das redes de proteção de plástico que envolvem estas estruturas.
A agência anticorrupção de Hong Kong iniciou uma investigação sobre as reformas no complexo residencial. A polícia anunciou a detenção de três homens suspeitos de terem deixado, de modo negligente, embalagens de espuma no local.
O chefe do Executivo de Hong Kong, John Lee, anunciou que todas as obras importantes da cidade serão inspecionadas imediatamente.