Sonja Kopriva é acusada pelos vizinhos, em Indialantic, na Flórida (EUA), de atos abusivosReprodução de vídeo
Cidade entra em quarentena após mulher espalhar fezes em um bairro
Crise sanitária em Indialantic, na Flórida (EUA), mobiliza moradores e pressiona autoridades; polícia diz não ter flagrado crime, apesar das denúncias
A cidade de Indialantic, no estado americano da Flórida, decretou quarentena em uma área residencial após uma série de denúncias contra a moradora Sonja Kopriva, acusada pelos vizinhos de espalhar fezes e urina pela vizinhança. O caso desencadeou uma crise sanitária, mobilizou moradores e expôs a dificuldade das autoridades em intervir diante da ausência de flagrante criminal.
Segundo relatos, Kopriva vive na varanda de sua casa e utiliza um balde para defecar e urinar. Em seguida, de acordo com Susan Brennan, uma de suas vizinhas, ela despeja o conteúdo nos arredores. “Tenho que limpar as fezes para que os vizinhos não precisem sentir o cheiro”, afirmou Brennan, que comprou um terreno ao lado da casa de Sonja há seis anos, mas diz ter desistido de construir uma casa por causa do problema.
O forte odor se espalhou pela região, levando moradores a deixarem suas casas e pressionarem a prefeitura por medidas urgentes. “Essas pessoas acabaram de se mudar. Não aguentaram mais”, relatou Brennan, ao apontar para vizinhos que abandonaram o local devido ao mau cheiro e ao risco sanitário. Há ainda relatos de ratos circulando pela propriedade de Kopriva.
Confrontada por um repórter de uma TV local, Sonja Kopriva reagiu de forma hostil: “Qual é o problema? Eu não preciso de você aqui.”
Apesar da gravidade da situação, a polícia afirma que Kopriva não foi flagrada cometendo crime, o que limita a atuação das autoridades. A falta de ação intensifica a revolta dos moradores, que alegam ter sido ignorados. “O que não entendemos é como nos deixam conviver com isso”, disse Brennan.
O episódio reacende debates sobre convivência entre vizinhos e limites legais para intervenção pública. Em casos menos extremos, como barulho excessivo, especialistas costumam recomendar que os moradores busquem primeiro a prefeitura. Segundo o advogado Daniel Barnett, a administração local pode emitir uma notificação de cessação quando o problema é reconhecido como “incômodo legal”, impondo horários ou medidas de redução do barulho sob risco de multa.
"A prefeitura tem opções, mas nem sempre a solução agrada a todos", afirmou.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.