Sarah Beckstrom, de 20 anos, morreu em ataque a guardas nacionais em Washington, nos EUAReprodução

O presidente Donald Trump informou nesta quinta-feira (27) a morte de Sarah Beckstrom, de 20 anos. Ela é uma entre os dois integrantes da Guarda Nacional baleados na última quarta-feira (26), perto da Casa Branca, em Washington.

O FBI iniciou uma investigação por terrorismo depois que um homem armado realizou o que as autoridades descreveram como uma "emboscada" contra dois soldados da Guarda Nacional.

O incidente chocou os Estados Unidos em um dia que normalmente é tranquilo e familiar devido ao feriado de Ação de Graças.

"Quero expressar a angústia e o horror de nossa nação inteira ante o ataque terrorista de ontem na capital", disse Trump em uma videochamada por Ação de Graças com as tropas americanas.

Sarah Beckstrom, de Virgínia Ocidental, não resistiu aos ferimentos, disse o republicano, que chamou o atirador de "monstro selvagem".

"Talvez este homem estava incomodado porque não podia cometer crimes", disse Trump, ao relacionar o incidente com sua decisão de enviar centenas de efetivos da Guarda Nacional para combater a criminalidade.
Atirador

As autoridades identificaram o atirador como Rahmanullah Lakanwal, um afegão de 29 anos que trabalhou com as forças americanas em seu país durante a guerra contra os talibãs e se estabeleceu nos Estados Unidos em 2021, quando Washington retirou suas tropas do Afeganistão.

Trump publicou um vídeo nesta quinta-feira no qual classificou o ataque como um "ato de maldade" e criticou os imigrantes, os quais retratou como uma ameaça existencial à segurança nacional dos Estados Unidos. O presidente ordenou a suspensão do processamento de solicitações de imigração de afegãos.

"Devemos tomar todas as medidas necessárias para assegurar a expulsão de qualquer estrangeiro de qualquer país que não pertença aqui ou que não traga benefícios ao nosso país. Se não podem amar o nosso país, não os queremos", disse Trump.

Mais tarde, Joseph Edlow, diretor dos Serviços de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos (USCIS, na sigla em inglês), anunciou que revisará o estado migratório de cada residente permanente ou titular de um "green card" de 19 países. O Afeganistão, país de origem do atirador, bem como Cuba e Venezuela, estão nessa lista.
Com informações da AFP.