EUA apreendem petroleiro diante da costa venezuelana; Caracas classifica de 'roubo'AFP
EUA apreendem petroleiro diante da costa venezuelana
— Jornal O Dia (@jornalodia) December 11, 2025
Reprodução / Redes Sociais#ODia pic.twitter.com/z4KNa6VkRt
Ao contrário dos ataques em alto-mar contra embarcações suspeitas de tráfico de drogas, que resultaram em quase 90 mortes desde setembro, esta operação, realizada na quarta-feira, foi acompanhada de uma ordem de apreensão.
A Guarda Costeira dos EUA cumpriu a ordem judicial, emitida em 26 de novembro, pouco antes de seu vencimento, segundo um documento de 32 páginas divulgado na sexta-feira, do qual mais da metade foi censurada.
O Departamento de Justiça afirmou que a embarcação, identificada como M/T Skipper e anteriormente chamada Adisa, era usada para transportar combustível sancionado "dentro de uma rede de transporte de petróleo que apoia" o movimento islamista Hezbollah e uma unidade da Guarda Revolucionária iraniana, ambos designados pelo Departamento de Estado dos EUA como "organizações terroristas estrangeiras".
Washington também impôs novas sanções contra três parentes do presidente venezuelano Nicolás Maduro e contra seis empresas que transportam petróleo do país sul-americano.
"O serviço de contrainteligência do FBI, juntamente com nossos parceiros, continuará aplicando as sanções dos EUA e bloqueando o acesso de nossos adversários aos mercados financeiros e à tecnologia crítica", disse o diretor do FBI, Kash Patel, em um comunicado.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse a repórteres na quinta-feira que o petroleiro apreendido seria levado para um porto dos EUA e que Washington pretende confiscar o petróleo.
O petroleiro deveria atracar em Galveston, Texas, disseram à NBC News dois funcionários americanos que pediram para não serem identificados. A tripulação do petroleiro será liberada assim que ele chegar ao seu destino.
No momento da abordagem, a embarcação transportava 1,1 milhão de barris de petróleo, de acordo com registros da MarineTraffic. Maduro afirmou na quinta-feira que transportava 1,9 milhão.
A apreensão foi um golpe para o "regime" socialista em Caracas, disse a secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, no Congresso.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.