Estados Unidos atacaram Venezuela neste sábado (3)Luis James / AFP

O ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, gritou neste sábado (3) o slogan "venceremos" após os bombardeios dos Estados Unidos. Donald Trump disse que o presidente Nicolás Maduro foi capturado na ação.

"Não é a primeira luta, não é a primeira batalha contra este povo", disse Cabello em uma mensagem transmitida pela TV estatal. "Ao final desses ataques, nós venceremos. Viva a pátria! Viva! Leais sempre! Traidores nunca!".
Vídeos mostram fortes explosões que ocorreram na capital venezuelana, Caracas, por volta das 02h00 locais e que fizeram, inclusive, tremer as janelas em muitos bairros. Além disso, outros estrondos foram registrados em outras áreas do país.

As detonações continuaram na capital por cerca de uma hora, ao mesmo tempo em que se ouvia o que parecia ser o sobrevoo de aeronaves. Várias regiões do país estão sem eletricidade em decorrência dos ataques. Ainda não se tem um balanço das vítimas da ocorrência.
Segundo Donald Trump, haverá uma coletiva de imprensa neste sábado às 13h (horário de Brasília) com mais detalhes sobre a operação. Ela será realizada em sua residência de Mar-a-Lago, no estado da Flórida.
Conflito
O surpreendente anúncio do presidente dos EUA ocorre após meses de pressão militar e econômica cada vez maior por parte dos norte-americanos sobre Maduro e a Venezuela, dependente da exportação de petróleo, recurso do qual possui as maiores reservas do mundo.
Trump disse em dezembro que o mais "inteligente" seria que Maduro renunciasse e, posteriormente, afirmou que os dias no poder do líder venezuelano estavam "contados".

Captura do presidente da Venezuela ocorre ainda dois dias depois dele ter tentado iniciar conversas entre ambos, oferecendo cooperação no combate ao tráfico de drogas e à migração ilegal.