EUA atacaram a capital Caracas e outras regiões da VenezuelaReprodução / AFP

A Coreia do Norte denunciou, neste domingo (4), a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelos Estados Unidos como uma "grave violação de soberania", informou a mídia estatal.
O Ministério das Relações Exteriores de Pyongyang "denuncia veementemente o ato de busca de hegemonia dos EUA cometido na Venezuela", disse um porta-voz do ministério em um comunicado divulgado pela agência oficial KCNA.
"O incidente é mais um exemplo que confirma claramente, mais uma vez, a natureza desonesta e brutal dos EUA", acrescentaram.
Após serem capturados e transportados para os Estados Unidos, Maduro e sua mulher foram levados de helicóptero para a cidade de Nova York, onde enfrentam acusações de tráfico de drogas e porte de armas.
Eles foram apreendidos por forças especiais americanas durante um ataque realizado antes do amanhecer de sábado, no qual ataques aéreos atingiram alvos em Caracas e arredores, capital da Venezuela.
O ataque representa um cenário de pesadelo para a liderança da Coreia do Norte, que há muito acusa Washington de tentar removê-la do poder.
Pyongyang justifica há décadas seus programas nucleares e de mísseis como uma forma de dissuasão contra as supostas tentativas de mudança de regime por parte de Washington.
E era um defensor declarado do regime socialista de Maduro em Caracas.
Pyongyang descreveu sua destituição como uma "violação flagrante da Carta da ONU e das leis internacionais, cujo principal objetivo é o respeito à soberania, à não interferência e à integridade territorial".
O texto apelava para que "vozes de protesto e denúncia contra a violação habitual da soberania de outros países por parte dos EUA".