Imagens do rei Felipe da Bélgica são usadas para a geração de vídeos falsosDivulgação

A Justiça belga revelou neste sábado, 24, que um grupo de golpistas tem se passado pelo rei Filipe para tentar extorquir dignitários estrangeiros ou empresários, por meio de e-mails, ligações e vídeos gerados por inteligência artificial. As vítimas são selecionadas com base em suas possíveis conexões com a família real, explicou o Ministério Público do país.

Desde o início de 2025, desconhecidos têm se passado pelo rei Filipe, por seu chefe de gabinete, Vincent Houssiau, ou pelo general Stéphane Dutron, chefe do serviço de inteligência (SGRS), para tentar obter dinheiro.

“Felizmente, a maioria das vítimas percebeu rapidamente a farsa” e “apenas em um caso uma quantia em dinheiro foi efetivamente transferida”, ressaltou o Ministério Público.

Os suspeitos entraram em contato com famílias próximas à realeza, dignitários estrangeiros e empresários. Em um primeiro momento, solicitaram apoio financeiro para a suposta libertação de jornalistas belgas que, segundo eles, estariam mantidos como reféns na Síria.
Após várias semanas sem novas denúncias, no início de janeiro de 2026 foi observada uma nova onda de tentativas de golpe. Desta vez, entraram em contato principalmente com empresários, com um “novo elemento marcante”: um convite para uma videoconferência a fim de convencê-los de que se tratava efetivamente do rei.

“As imagens desse encontro por vídeo provavelmente foram geradas por inteligência artificial”, destaca a nota divulgada pela Justiça.

Além disso, alguns empresários receberam convites falsos para um jantar de gala fictício, com um pedido de contribuição ou patrocínio para um evento que, na realidade, não existia.