O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, demitiu, nesta quinta-feira (2), a procuradora-geral Pam Bondi, após uma gestão controversa de temas como os arquivos do criminoso sexual Jeffrey Epstein e investigações políticas.
O vice-procurador-geral Todd Blanche, ex-advogado pessoal de Trump, assumirá o cargo de procurador-geral interino, anunciado por Trump em sua plataforma de rede social, Truth Social.
"Pam Bondi é uma grande patriota americana e uma amiga leal", afirmou o presidente republicano.
"Pam fez um trabalho tremendo ao supervisionar uma ofensiva maciça contra o crime em todo o nosso país, com os homicídios caindo ao seu nível mais baixo desde 1900. Gostamos muito de Pam, que agora passará a um novo trabalho, muito necessário e importante, no setor privado", acrescentou.
Trump havia manifestado meses antes sua frustração com a procuradora. Ele considerava um compromisso insuficiente de Bondi em levar a julgamento vários inimigos políticos da época, após seu primeiro mandato presidencial (2017-2021), em que quase foi preso.
Em 2024, Donald foi condenado por 34 crimes, dentre eles, ''falsificar registros financeiros empresariais para ocultar um pagamento feito à ex-atriz pornô Stormy Daniels, pouco antes das eleições de 2016''.
A procuradora-geral também sofreu críticas, tanto de apoiadores do presidente quanto da oposição democrata, pela forma como conduziu o caso Epstein. Segundo os mesmos, a entrega de arquivos contou com ''muitas rasuras e erros técnicos''.