Elkins e sua esposa estavam em processo de separação e deveriam comparecer ao tribunal nesta segunda-feira (20)Redes Sociais / Reprodução

Um homem matou a tiros oito crianças, incluindo sete dos seus próprios filhos, num ataque à família que se estendeu por duas casas num bairro de Shreveport, Louisiana, nos Estados Unidos. O crime deixou a comunidade abalada por um dos tiroteios em massa mais mortíferos do país nos últimos anos, informou a polícia.

A mulher do atirador, que era mãe das crianças, e outra mulher também foram baleadas e ficaram gravemente feridas no ataque ocorrido no domingo (19), de acordo com o Departamento de Polícia de Shreveport.

O atirador, identificado como Shamar Elkins, morreu após fugir do local, em uma perseguição policial que terminou com disparos contra ele.

Autoridades informaram que as crianças — três meninos e cinco meninas — tinham idades entre 3 e 11 anos. Outra criança pulou do telhado da casa e deve sobreviver.

"Esta é uma situação trágica — talvez a pior situação trágica que já tivemos", disse o prefeito de Shreveport, Tom Arceneaux.

Elkins e sua mulher estavam em processo de separação e deveriam comparecer ao tribunal nesta segunda-feira (20), disse Crystal Brown, prima de uma das mulheres baleadas. Ela afirmou que o casal vinha discutindo sobre a separação antes do crime.

"Ele assassinou seus filhos", disse Brown.

Violência começa antes do nascer do sol no domingo
As autoridades disseram que o ataque começou antes do amanhecer, quando Elkins atirou em uma mulher em uma casa no bairro ao Sul do Centro da cidade e, em seguida, atirou mortalmente nas crianças em outra casa a poucos quarteirões de distância. Um sobrinho de Elkins estava entre as vítimas fatais, de acordo com o escritório do legista da região.

Liza Demming, que mora duas casas abaixo do local onde a maioria das vítimas foi baleada, disse que sua câmera de segurança capturou imagens do suspeito fugindo, com som de dois tiros. "Foi basicamente tudo o que vi: ele saindo correndo da casa e os carros indo embora", disse.

Demming saiu mais tarde e viu o corpo de uma criança coberto no telhado da residência.

A deputada estadual Tammy Phelps disse que algumas crianças tentaram fugir pela porta dos fundos. "Não consigo nem imaginar o que os policiais e socorristas realmente enfrentaram quando chegaram aqui hoje", afirmou.

Pessoas em luto depositaram flores do lado de fora da casa térrea na 79th Street e outras acenderam velas pelas vítimas no estacionamento de um shopping center próximo.

"Isso faz você pegar seus filhos, abraçá-los, segurá-los e dizer o quanto os ama", disse Kimberlin Jackson, que participou da vigília.

Atirador não tinha histórico recente de violência doméstica
Os investigadores não tinham conhecimento de outros casos de violência doméstica envolvendo Elkins, disse o porta-voz da polícia de Shreveport, Chris Bordelon.

O agressor não parecia ter um histórico criminal extenso nos registros judiciais, que mostravam que ele acabou colocado em liberdade condicional em 2019 após se declarar culpado pelo uso ilegal de armas.

Brown, prima de uma das mulheres baleadas, disse que estava na igreja na manhã de domingo quando o pastor informou aos fiéis sobre o tiroteio no final da missa. Ela descreveu as crianças como felizes e simpáticas.

"Eles trabalhavam, voltavam para casa, mantinham a privacidade", disse ela. "Era apenas uma família comum."

O tiroteio em Shreveport, uma cidade com cerca de 180 mil habitantes, é considerado o mais mortal nos Estados Unidos desde janeiro de 2024, quando oito pessoas morreram em um subúrbio de Chicago.