Petroleiro Majestic X foi sancionado pelo Departamento do Tesouro dos EUA em 2024 por contrabandear petróleo do IrãDepartment of War/X (antigo Twitter)
Overnight, U.S. forces carried out a maritime interdiction and right-of-visit boarding of the sanctioned stateless vessel M/T Majestic X transporting oil from Iran, in the Indian Ocean within the INDOPACOM area of responsibility.
— Department of War (@DeptofWar) April 23, 2026
We will continue global maritime enforcement to… pic.twitter.com/SWF6Jt9Ci4
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos divulgou vídeo de forças americanas no convés do petroleiro Majestic X, apreendido no Oceano Índico.
"Continuaremos a fiscalização marítima global para desarticular redes ilícitas e interceptar embarcações que forneçam apoio material ao Irã, onde quer que operem", disse o Pentágono em comunicado.
Dados de rastreamento de navios mostraram o Majestic X no Oceano Índico, entre Sri Lanka e Indonésia, aproximadamente na mesma região onde o petroleiro Tifani havia sido apreendido anteriormente por forças americanas. O navio tinha como destino Zhoushan, na China.
Não houve resposta imediata do Irã à notícia da apreensão.
A ação ocorre um dia depois de o Irã ter atacado três navios cargueiros no estreito, capturando dois deles, em uma medida que intensificou sua ofensiva contra a navegação nessa via estratégica, por onde passa, em tempos de paz, cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo.
O Majestic X é um petroleiro com bandeira da Guiana. Anteriormente, chamava-se Phonix e foi sancionado pelo Departamento do Tesouro dos EUA em 2024 por contrabandear petróleo bruto iraniano em violação às sanções americanas contra a República Islâmica.
Na terça-feira (21), o presidente dos EUA, Donald Trump, estendeu um cessar-fogo enquanto mantinha o bloqueio americano aos portos iranianos.
O impasse entre EUA e Irã praticamente estrangulou quase todas as exportações pelo estreito, sem perspectiva de desfecho.
O conflito já fez os preços da gasolina dispararem muito além da região e elevou o custo dos alimentos e de uma ampla gama de outros produtos. O Brent, referência internacional, ultrapassou US$ 100 por barril, marcando alta de 35% em relação aos níveis pré-guerra, mas os mercados acionários ainda parecem reagir com relativa indiferença.
O comissário de energia da União Europeia, Dan Jørgensen, alertou ontem para um impacto duradouro sobre consumidores e empresas, comparando a situação a outras grandes crises de energia dos últimos 50 anos. Segundo ele, a interrupção está custando à Europa cerca de 500 milhões de euros por dia.
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