Mandi Coelho, Leandro Lanfredi de Andrade e Thiago de Ávila e Silva OliveiraReprodução Instagram

Rio - Quatro integrantes de uma delegação brasileira que participava de uma missão humanitária não violenta da Global Sumud Flotilla foram sequestrados em águas internacionais, nas proximidades da Ilha de Creta, enquanto navegavam em direção à Faixa de Gaza.

Segundo informações divulgadas pela organização, os brasileiros estavam a bordo de embarcações de ajuda humanitária que foram interceptadas por forças israelenses na noite de quarta-feira (29), ao largo da península grega do Peloponeso, a centenas de quilômetros de Gaza.

Quem são os brasileiros

Amanda Coelho Marzall, conhecida como Mandi Coelho, é militante do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), integra a Liga Internacional dos Trabalhadores e é pré-candidata ao cargo de deputada federal por São Paulo.

Leandro Lanfredi de Andrade é petroleiro da Petrobras Transporte (Transpetro), além de diretor do Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ) e da Federação Nacional dos Petroleiros.

Thiago de Ávila e Silva Oliveira atua como militante internacionalista e integra o Comitê Diretor Internacional da GSF.

Thainara Rogério também faz parte da delegação brasileira envolvida na missão humanitária.

Outros brasileiros na missão

De acordo com a Global Sumud Flotilla, outra brasileira, Beatriz Moreira de Oliveira, militante do Movimento dos Atingidos por Barragens, estava a bordo do barco Amazona, que conseguiu despistar as forças israelenses e entrar em águas territoriais da Grécia.

Também estavam na missão as coordenadoras da Global Sumud Brasil, Lisi Proença e Ariadne Teles, que viajavam no barco SAF SAF. Elas desembarcaram na Sicília, na Itália, onde passaram a atuar no apoio à equipe em terra. As embarcações haviam partido da cidade de Catânia no dia 26 de abril.

Interceptação e denúncia

Os organizadores da flotilha afirmam que os navios de ajuda humanitária foram interceptados em águas internacionais. Em comunicado, o grupo classificou a ação como “pirataria” e “captura ilegal de seres humanos”.

Imagens divulgadas pela organização mostram militares abordando uma das embarcações, enquanto integrantes da tripulação aparecem usando coletes salva-vidas e com as mãos para cima. Segundo o relato, todos foram levados para embarcações israelenses.

Histórico

Ainda segundo a organização, em outubro do ano passado, forças israelenses já haviam abordado uma flotilha ligada ao grupo e prenderam mais de 450 participantes, incluindo a ativista sueca Greta Thunberg.
 
*Com informações da Agência Brasil