Pelo menos 837 palestinos foram mortos desde o início da trégua, segundo o Ministério da Saúde de GazaEyad Baba/AFP
Autoridades de Gaza reportam 6 mortos em ataques israelenses
O filho do principal negociador do movimento islamista Hamas ficou ferido
Autoridades de saúde da Faixa de Gaza informaram que ataques israelenses ocorridos nesta quarta-feira (6) deixaram seis mortos ao longo do território palestino, bem como muitos feridos, entre eles o filho do principal negociador do movimento islamista Hamas.
Apesar do cessar-fogo firmado em outubro de 2025, Gaza segue mergulhada em uma violência diária enquanto persistem os ataques israelenses, com acusações mútuas de violação da trégua.
"Cinco pessoas morreram desde a manhã de hoje em ataques da ocupação [Israel] contra a Faixa de Gaza", indicou a Defesa Civil do território palestino, que é subordinada ao Hamas.
O hospital Al Ahli da Cidade de Gaza informou que recebeu "três mortos e muitos feridos após um ataque de um drone israelense contra o bairro de Zeitoun, a sudeste da Cidade de Gaza".
Outro ataque no bairro de Al Daraj, também na Cidade de Gaza, matou uma pessoa e feriu outras dez, entre elas o filho do principal negociador do Hamas Khalil al Hayya, segundo o hospital e uma fonte de segurança.
Azzam al Hayya ficou "gravemente ferido no ataque aéreo israelense", disse a fonte à AFP.
Outras duas pessoas morreram e mais de dez ficaram feridas em ataques israelenses em outras partes do território, segundo a agência de defesa civil e os hospitais.
Um deles era um agente da polícia do Hamas, segundo uma fonte de segurança.
O cessar-fogo interrompeu em grande medida a guerra em Gaza, iniciada após o ataque do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023.
Mas a violência prosseguiu, com pelo menos 837 palestinos mortos desde o início da trégua, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, que opera sob autoridade do Hamas e cujos números são considerados confiáveis pelas Nações Unidas.
Nesse mesmo período, as forças armadas israelenses disseram que cinco soldados morreram na Faixa de Gaza.

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