Trump chamou de traidores os jornalistas que reportam sucesso do Irã em cima dos EUA na guerra do Oriente MédioAFP
Procurador interino dos EUA defende convocações judiciais de jornalistas
Wall Street Journal reportou ter recebido, nesta segunda-feira, requerimentos de um grande júri
O procurador-geral interino dos Estados Unidos defendeu, nesta terça-feira (12), as convocações judiciais de jornalistas como parte das investigações sobre vazamento de informação sigilosa.
Na segunda-feira, o Wall Street Journal reportou que tinha recebido requerimentos de um grande júri para obter arquivos de seus jornalistas.
Sem fazer alusão a nenhuma publicação, o procurador interino Todd Blanche escreveu no X: "Processar quem vaza e compartilha com repórteres os segredos da nossa nação, pondo em risco nossa segurança nacional e a vida dos nossos soldados, é uma prioridade para esta administração".
"Qualquer testemunha, seja um repórter ou outra pessoa, que tiver informação sobre estes delinquentes não deveria se surpreender se receber uma convocação relacionada com o vazamento ilegal de material confidencial", acrescentou.
O presidente Donald Trump, também sem mencionar nenhum veículo específico, criticou, nesta terça, a cobertura da guerra em uma postagem na plataforma Truth Social.
"Quando as notícias falsas dizem que o inimigo iraniano está se saindo bem militarmente contra nós, é praticamente uma TRAIÇÃO, pois se trata de uma afirmação falsa e, inclusive, absurda", disse Trump.
"Estão ajudando e acobertando o inimigo! O único que faz é dar ao Irã falsas esperanças quando não deveria haver nenhuma", disse.
"São americanos covardes que estão desejando o pior para o nosso país", acrescentou.
No ano passado, o Departamento de Justiça anulou uma política do tempo de Joe Biden, que protegia os jornalistas de revelar suas fontes e limitava estritamente as convocações judiciais relacionadas.
Durante anos, o presidente Donald Trump manteve uma relação conflituosa com um amplo setor da mídia americana porque em sua opinião propaga "notícias falsas".
Ao mesmo tempo, apresentou várias ações judiciais.
Segundo o Wall Street Journal, o Departamento de Justiça lançou uma ofensiva contra os vazamentos à imprensa depois que Trump se queixou perante o procurador Blanche, seu ex-advogado pessoal, por informações publicadas sobre a guerra no Irã.

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