Segundo tutor do animal, Chutou valia, no mínimo, R$ 50 milReprodução / Redes sociais

Um cachorro conhecido como Chutou, que tinha 1,5 milhão de seguidores nas redes sociais, foi sequestrado da fazenda onde vivia, em Henan, na China, e vendido a um restaurante por 180 yuans (aproximadamente R$ 130). O animal, um border collie de 8 anos, foi abatido e consumido no estabelecimento.
Guo, influenciador de viagens chinês e tutor de Chutou, mostrava a rotina do animal no Douyin, o equivalente chinês do TikTok. O cachorro ficou aos cuidados dos pais de Guo enquanto ele viajava para a Geórgia para produzir conteúdo para as redes sociais. Em 11 de maio, um casal levou Chutou da propriedade.
Ao retornar da viagem, Guo localizou o casal e ofereceu uma recompensa equivalente a R$ 7.755 pela devolução de Chutou. A dupla admitiu ter levado o animal, mas alegou acreditar que ele fosse um vira-lata. Eles também confessaram ter vendido o cão a um comerciante local. Segundo Guo, Chutou valia, no mínimo, R$ 50 mil.
Na busca por seu animal de estimação, o influenciador foi até o restaurante e confrontou o açougueiro do estabelecimento, na esperança de recuperar os restos mortais de Chutou. No entanto, ouviu que eles já haviam sido descartados no lixo.
Guo busca que os supostos responsáveis pelo sequestro de Chutou sejam processados criminalmente e também pede indenização pela perda do cão, que era bastante popular nas redes sociais.
Na China, não existe uma proibição nacional ao consumo de carne de cachorro. Algumas cidades, como Shenzhen e Zhuhai, proibiram o consumo de cães e gatos como alimento, mas a prática ainda é permitida em outras regiões do país.