A onda de calor que afeta atualmente a França provocou quarenta mortes por afogamento desde 18 de junho, "principalmente de jovens", anunciou nesta terça-feira (23) o primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, no início de uma nova reunião de crise.
Uma onda de calor afeta vários países europeus e, na França, as temperaturas, em torno de 40ºC, provocaram a suspensão de aulas, o cancelamento de viagens de trens e o adiamento de eventos. Com picos previstos de até 44ºC no sudoeste da França, 90% dos habitantes vivem em áreas onde as autoridades decretaram alerta vermelho ou alerta laranja por calor extremo nesta terça-feira.
A ministra dos Esportes e da Juventude, Marina Ferrari, alertou para os riscos de nadar em áreas não vigiadas durante episódios de calor extremo e lembrou a importância de frequentar apenas locais supervisionados.
"Todos precisamos nos refrescar e queremos ter acesso à água, mas é fundamental respeitar as áreas que estão vigiadas. Vemos, por exemplo, jovens nadando em canais e é preciso ter muito cuidado com os lugares onde se decide entrar na água", ressaltou a ministra.
Esta é a segunda onda de calor para milhões de europeus em menos de um mês. Segundo o consenso científico, a mudança climática provocada pela atividade humana torna os fenômenos meteorológicos extremos mais intensos.
Nesta segunda-feira (22), dois irmãos de 2 e 4 anos foram encontrados mortos dentro do carro da família em Carpentras, no sudeste da França, e a principal hipótese para o falecimento é "a onda de calor", informou a promotora Hélène Mourges.
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